Apesar do ataque informático à Sony, continuam as filmagens de OO7

Tem havido especulações, mas as próximas sagas de 007 e Homem Aranha não serão prejudicadas em termos de produção e rodagem.

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O realizador Sam Mendes quando, a 4 de Dezembro, apresentava à imprensa o projecto do 24º filme da saga

Continuam as ondas de choque e as especulações motivadas pelo ataque informático aos estúdios da Sony.

Este sábado, ficou a saber-se que a mais recente consequência do ataque contra um dos maiores estúdios de cinema do mundo, segundo o diário britânico The Times, poderia ser a paralisação de produções. Mas rapidamente fontes dos estúdios de Los Angeles desmentiram a suspensão das filmagens das suas maiores apostas, como o próximo filme da série James Bond, dirigido por Sam Mendes, ou The Fifh Wave, com Will Smith.

Segundo o The Times, entre as produções que teriam sido suspendidas estariam The Spectre, o último James Bond, que começara a ser rodado a 8 de Dezembro, ou próximo Homem Aranha, que se encontra em fase de pré-produção.

Nessa versão dos acontecimentos, os responsáveis teriam cancelado as rodagens devido aos problemas criados pelo ataque informático: a multinacional teria ficado incapaz de proceder a pagamentos, de cumprir os seus compromissos. O diário britânico não especificava o alcance das supostas suspensões decididas pelas empresas prestadoras de serviços, e horas mais tarde esta versão foi desmentida pela Sony Pictures.

No entanto, a situação é reveladora da confusão que grassa desde que o ataque, sem precedentes, e que revelou dinheiros, críticas internas e segredos, foi noticiado, tendo também consequências sobre outros filmes já concluídos, como o último de Brad Pitt, ou o remake do musical Annie, que foram pirateados e apareceram em sites de partilha de ficheiros da internet.

Segundo a agência Reuters, o ataque poderá custar à multinacional mais de 80,2 milhões de euros. Para além de poder fazer rolar cabeças, como a da actual co-presidente Amy Pascal. Os piratas informáticos, autodenominados G.O.P., ou Guardiões da Paz, filtraram desde 24 de Novembro dados pessoais de 47.000 trabalhadores dos estúdios, numa lista que inclui informação privada de celebridades que colaboraram com a Sony como Angelina Jolie, James Franco ou Sylvester Stallone.