Ricardo Salgado ao minuto: "Se Ricciardi fez alguma denúncia ao BdP, deve ter tido alguma contrapartida por isso"

Ex-presidente do Banco Espírito Santo está a ser ouvido na comissão parlamentar de inquérito.

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Ricardo Salgado, nesta terça-feira, no Parlamento Daniel Rocha

Hoje é o dia das explicações de Ricardo Salgado. Pela primeira vez, o ex-presidente do BES responde a perguntas sobre a queda do banco. Está a ser ouvido desde as 9h.

AS FRASES E IDEIAS-CHAVE
* Salgado sublinhou que esta é a primeira vez que fala e diz ao que vem: "O leopardo quando morre deixa a sua pele. E um homem quando morre deixa a sua reputação"

* "Durante semanas e meses a fio, a minha família e eu próprio fomos julgados sumariamente na praça pública. Tudo histórias totalmente falsas, mas que acabaram por ocultar a verdade dos factos."

* Salgado disse que, depois de Março de 2014, o Banco de Portugal iniciou "persuasão moral" para a sua saída da liderança do banco

* Ex-presidente do BES deixa críticas à actuação do Banco de Portugal

* "Um nome pode ser apagado da fachada de um banco, mas não da memória de uma família com 145 anos"

* "Posso garantir aos senhores deputados que nunca dei indicações a ninguém para ocultar passivos do Grupo"

* "Ninguém se apropriou de um tostão, nem na administração, nem na família" 

* "Não contem comigo para atacar ninguém da minha família."

* "Perdoarão pois que ouse continuar a pensar que, modestamente, servi, com idoneidade, nas tarefas que me foram confiadas no exercício da minha profissão ao longo de 40 anos"

* Salgado recusou falar sobre os 14 milhões recebidos do construtor José Guilherme, invocando segredo de justiça

* Passos Coelho devolveu carta enviada por Salgado

* "Houve um erro de julgamento na indicação da pessoa que foi para Presidente da Comissão Executiva do BESA [Álvaro Sobrinho]", disse Salgado, sugerindo que foi atacado pelos jornais (Sol e i) que são detidos pelo empresário angolano 

* "A sentença de morte veio quando não foi possível fazer o aumento de capital da Rioforte"

* Bastaria um sinal [do Banco de Portugal] para eu abandonar a liderança do banco.

*“O BES não faliu. O BES foi forçado a desaparecer
 
* O caso dos submarinos foi um dos erros de julgamento do GES, pelo efeito terrível em termos de reputação para o grupo

*  "A garantia que tenho dos administradores da Escom é que não foram pagas comissões a quem quer que seja a nível político"

* "Tenho uma carga pesadíssima em cima de mim. Há responsabilidades do nosso lado. Mas também há responsabilidades de outros lados"

* "Nunca fui uma pessoa presunçosa"

* "O BES escusava de ter desaparecido. Não estávamos muito longe do que era necessário para ter sobrevivido"

* "Há responsabilidades do nosso lado. Mas também há responsabilidades de outros lados"

* "Esta classificação do 'dono disto tudo' é irrisória. Para mim, 'dono disto tudo' é o povo português"

* "A minha responsabilização será certamente apurada pela via jurídica e pelos tribunais"

* "Acredito ter sido dos portugueses que mais pagaram impostos desde 1992"

* "Certamente, se [José Maria Ricciardi] fez alguma denúncia ao BdP deve ter tido alguma contrapartida por isso.”