Oi aprovou venda da PT Portugal à Altice

Decisão avançada por edição online do Estado de São Paulo.

Títulos voltam a fixar novo mínimo histórico a 0,62 euros
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Títulos voltam a fixar novo mínimo histórico a 0,62 euros

A Oi aprovou a venda da PT Portugal à Altice, três dias depois de ter confirmado estar em negociações exclusivas com o grupo francês para alienar a empresa por 7400 milhões de euros (dos quais 500 milhões estão dependentes do cumprimento de metas ao nível das receitas geradas).

A aprovação desta operação foi feita por unanimidade numa reunião do conselho de administração da Oi na quinta-feira à noite, avança a edição online do Estado de São Paulo.

O mesmo site adianta que esta operação deverá ser submetida à assembleia de accionistas da PT, em Portugal, até ao dia 20 deste mês.

A Bloomberg noticia que a decisão poderá ser anunciada já esta sexta-feira, uma informação que o PÚBLICO também confirmou.

No domingo, a Altice subiu o preço oferecido para ficar com a PT Portugal, já que de início tinha feito uma proposta de 7025 milhões, com pagamentos diferidos de 800 milhões, em função da geração de caixa e de receitas.

E, ao subir a parada, o grupo francês, que em Portugal detém a Cabovisão e a Oni, afastou os fundos Apax e Bain, que, em conjunto com a portuguesa Semapa, de Pedro Queiroz Pereira, tinham oferecido 7075 milhões de euros.

No negócio com a Altice entram também os CTT, embora os correios, privatizados totalmente em Setembro deste ano, não avancem com dinheiro.

A parceria prevê que os CTT recebam um pagamento inicial de 15 milhões de euros com o acordo e possam vir a receber outra fatia de igual valor mediante a concretização de um plano de parcerias comerciais. Em causa está a “optimização conjunta das redes de retalho, aproveitando a escala e capilaridade da Rede CTT”, explicaram as duas empresas.

Se a Oi vender a PT Portugal à Altice, o negócio será determinante para a Oferta Pública de Aquisição (OPA) que Isabel dos Santos lançou sobre a PT SGPS. Nesta quinta-feira, Mário Leite da Silva, gestor responsável pela Terra Peregrin, sociedade veículo criada pela empresária angolana para lançar a operação, afirmou que “o mais provável” é que a oferta não avance, se a operadora brasileira concretizar a venda.

Um dos pressupostos da OPA é que “não haja venda de activos relevantes e estratégicos” e a empresa que detém a Meo é um dos desses activos. Assim, se a PT Portugal for vendida, “a Terra Peregrin terá de decidir se avança ou deixa cair a oferta. O mais provável é que a deixemos cair”, afirmou Mário Leite da Silva, num encontro com jornalistas.

com H.D.S.