Quarenta mortos depois, OMS alerta para epidemia de peste em Madagáscar

Organização Mundial de Saúde diz que há perigo de "expansão rápida" do surto, mas não aconselha nenhuma restrição para viajantes.

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Mike Hutchings / Reuters

Morreram 40 pessoas desde final de Agosto, vítimas de uma epidemia de peste na ilha de Madagáscar, ao largo da costa oriental de África. A Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou nesta sexta-feira para o perigo de uma “expansão rápida da doença”.

Em meados de Novembro, a OMS tinha identificado 119 casos de pessoas infectadas com peste, das quais 40 acabaram por morrer, em cinco das 112 províncias da ilha de 23 milhões de habitantes.

A epidemia já chegou à capital Antananarivo, onde já morreu uma pessoa, e há o risco de a doença tomar maiores proporções, “devido à elevada densidade populacional da cidade e às fragilidades do sistema de saúde”.

A OMS não faz qualquer recomendação relativamente a restrições para viajantes, mas informa que já foi posta em curso uma resposta a nível nacional.

A quase totalidade das infecções é de peste bubónica, a mais comum, e que é facilmente tratável através de antibióticos. Dos casos reportados, apenas 2% são do tipo pneumónico – quando a bactéria afecta os pulmões –, que é mais contagiosa e é mortal em 24 horas.

A peste bubónica é causada pela bactéria Yersinia pestis, presente em pequenos roedores e é transmitida aos humanos através de picadas de insectos. Sem recurso a tratamento, a doença tem uma taxa de mortalidade de cerca de 50%. Apesar de estar extinta na maior parte do planeta, a peste persiste em algumas regiões, sobretudo em África e na Ásia, onde reaparece regularmente.

No próprio Madagáscar, a epidemia não é um dado novo. No ano passado, 60 pessoas morreram devido à doença.

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