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Jan Bosowski
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MOVICA: conhecer África através do cinema

A sexta edição da Mostra de Vídeo e Cinema Africano conta com quatro noites de cinema. “Adeus, Até Amanhã”, “Nairobi Half Life” e “A Batalha de Tabatô” são alguns dos filmes exibidos

Pretende ser “uma janela para África”. A sexta edição da MOVICA - Mostra de Vídeo e Cinema Africano conta com quatro noites de cinema, nos dias 21, 28 de Novembro, 5 e 12 de Dezembro, onde vão ser representados cinco países africanos e abordadas diferentes temáticas. Ao todo vão ser exibidos dois filmes e quatro documentários nas próximas sextas-feiras no Centro de Formação Cultural “Acaro/Contagiarte”, no Porto.

António Escudeiro nasceu, cresceu e trabalhou em Angola, mas viu-se forçado a vir embora. Jurou voltar. Mas esse regresso só aconteceu 32 anos depois. Esta é a sinopse de “Adeus, Até Amanhã” (2007), onde são retratadas as memórias de António Escudeiro, realizador do documentário. É a primeira obra exibida no evento e acontece a 21 de Novembro. Segue-se no mesmo dia “Dona Tututa” (2012), um documentário de João Alves da Veiga sobre a pianista cabo-verdiana Epifânia Évora (Dona Tututa).

Nairobi Half Life” (2012) está agendado para 28 de Novembro. O filme de David 'Tosh' Gitonga retrata as aventuras de um jovem actor que sonha tornar-se um sucesso em Nairóbi, capital do Quénia.

Distinguido com uma menção honrosa na edição de 2013 do Festival Internacional de Cinema de Berlim, “A Batalha de Tabatô” (2013) coloca em cena a vida moderna e as memórias da guerra na Guiné-Bissau. Depois de anos a viver em Portugal, o pai de Fatu regressa a África para o casamento da filha. A festa é em Tabatô e no caminho até lá, começa a revelar traumas esquecidos da sua juventude, enquanto soldado na guerra colonial. Esta é sinopse da primeira longa-metragem de ficção de João Viana, exibida a 5 de Dezembro.

Western: Sahara” (2013) retrata a história do Sahara Ocidental. O documentário será apresentado no dia 12 de Dezembro pelo colectivo Left Hand Rotation, que vai contar os desafios encontrados ao longo da sua realização. Para a última noite de cinema está também marcado o documentário de Silas Tiny. “Bafatá Filme Clube” (2012) retrata as memórias de Canjajá Mané, antigo operador de cinema e guarda do clube de Bafatá, na Guiné Bissau, que repete os mesmos gestos de há cinquenta anos.

As sessões de cinema têm início marcado para as 22 horas e a entrada tem o custo de quatro euros. A MOVICA realiza-se desde 2009 e pretende divulgar a cultura africana e angariar fundos para financiar os projectos de apoio a crianças africanas desfavorecidas. Já foram exibidos, desde a primeira edição, mais de 40 filmes, documentários e ficções, de realização europeia, mas sobretudo africana.

A MOVICA é organizada pela ataca - Associação de Tutores e Amigos da Criança Africana, uma ONG portuguesa, sediada no Porto, que apoia crianças moçambicanas em condições de pobreza, através de um projecto de tutores à distância.

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