Risco de derrocada afectou 22 famílias no Cacém

O risco de derrocada de um muro obrigou nesta quinta-feira à retirada de 22 famílias das suas casas, no Cacém, concelho de Sintra. Algumas delas foram levadas para o Centro de Emergência da Idanha, em Belas. Ao fim da manhã, a Câmara de Sintra autorizou o regresso às suas residências de 18 dessas famílias.

O muro, que sustenta um terreno privado situado a uma cota mais elevada, encontra-se nas traseiras dos três edifícios que foram evacuados pelos bombeiros e pela Protecção Civil a partir das 20h16. Os edifícios evacuados são os números 12, 10 e parte do número 8 na Rua São Tomé e Príncipe.

Pouco depois, uma fonte da PSP adiantou à agência Lusa que o muro já estava “parcialmente” encostado a um dos prédios evacuados pelos bombeiros. “Parte do muro está encostado a um dos edifícios ao nível do terceiro andar”, explicou a fonte ao salientar que a zona está vedada e que no local estão elementos da PSP e da Protecção Civil. Ao fim da manhã, a Câmara de Sintra divulgou um comunicado no qual informa que, na sequência de uma vistoria feita ao local, concluiu-se que os edifícios atingidos pela derrocada "não foram afetados na sua estrutura".

Por esse motivo foi decidido que todos os moradores desalojados podem regressa a casa, "com a excepção dos que habitam no rés-do-chão e no1º andar de um dos edifícios (nº 12) e no rés-do-chão e na cave do edifício nº10".

O muro de sustentação de terras desmoronou-se a meio, em consequência da acumulação de água no terreno.

Na garagem de um dos prédios funciona uma associação chamada Entre Gatos, que acolhe dezenas de gatos. Ema Cardoso, presidente da associação, disse à  Lusa que os animais vão ser distribuídos por várias pessoas que se disponibilizaram para cuidar deles.

O presidente da Câmara Municipal de Sintra, Basílio Horta, disse à Lusa que a reconstrução "vai ser muito complicada, porque é um muro com 12 metros que está em risco de cair".

Maria do Céu, 53 anos, residente no terceiro andar do prédio número 12, afirmou que ouviu “um estrondo muito grande e o prédio deu todo de si”.  

Na evacuação dos edifícios estiveram envolvidos os Bombeiros Voluntários de Agualva-Cacém, a PSP e o Serviço Municipal de Proteção Civil de Sintra.

De acordo com o comunicado camarário, "no mais curto período de tempo vão iniciar-se os trabalhos de limpeza do local, seguindo-se o estudo das obras de estrutura a efectuar no muro de suporte, respectiva calendarização e cálculo do custo da intervenção".

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