Dois activistas da Greenpeace feridos em incidente com a Marinha espanhola

Ambientalistas protestavam contra prospecção de petróleo ao largo das Canárias.

Greenpeace em protesto nas Canárias: dois feridos
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Greenpeace em protesto nas Canárias: dois feridos ARTURO RODRIGUEZ/AFP

Dois militantes da Greenpeace ficaram feridos, um deles com gravidade, depois de um incidente entre barcos da organização ambientalista e da Marinha espanhola, durante um protesto contra a prospecção de petróleo ao largo das ilhas Canárias.

A Greenpeace deslocara a sua embarcação Arctic Sunrise para a zona onde a petrolífera Repsol pretende iniciar prospecções a partir do navio Rowan Renaissance. Os ambientalistas lançaram à água três botes semi-rígidos e aproximaram-se do navio fretado pela Repsol, para “um protesto pacífico”.

Foram sucessivamente abordados por investidas de botes da Marinha espanhola e dois militantes ficaram feridos. Uma italiana de 23 anos caiu à água, fracturou uma perna e sofreu vários cortes, atingida pela hélice de uma das embarcações dos ambientalistas. Foi transportada para Las Palmas por um helicóptero da Marinha. O outro activista sofreu ferimentos leves e foi tratado a bordo do Arctic Sunrise.



O Ministério da Defesa alega que as embarcações da Greenpeace entraram na zona de exclusão para a navegação, decretada pelas autoridades na área das prospecções. A Marinha, segundo o Ministério da Defesa, citado pelo diário espanhol El País, estava na área para “garantir a liberdade de navegação e o acesso do navio Rowan Renaissance às zonas de prospecção petrolífera, devidamente autorizadas pelo Governo".

A Greenpeace alega, no entanto, que a Marinha agiu de modo agressivo e violento. O Arctic Sunrise permanecia este sábado fora da zonas de exclusão, avaliando os danos do incidente.

É o mesmo navio que esteve dez meses sob custódia na Rússia, na sequência de um protesto contra a exploração petrolífera no Árctico em Setembro de 2013. Nesse episódio, três dezenas activistas foram detidos e estiveram presos durante três meses.

A Greenpeace alega que a embarcação Rowan Renaissance não é segura e que uma maré negra nas Canárias seria catastrófica. Os ambientalistas também dizem que o projecto de prospecção de petróleo nas Canárias não cumpre as normas europeias.

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