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A arquitectura de Tati na fotografia "absurda" de Guillaume Martial

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"Parade" questiona a nossa relação com a cidade e a sua arquitectura. Guillaume Martial brinca com o espaço e as personagens que cria procuram encontrar significado no mobiliário urbano. "O resultado é uma nova leitura da paisagem: absurda, surrealista e burlesca", explica o autor, um dos Finalistas Emergentes nos Encontros da Imagem, em Braga. Guillaume "encontrou estranhos objectos de arquitectura, aparentemente construídos para homenagear uma divindade", escreve Paul Wombell, curador e director do France(s) Territoire Liquide a propósito desta série. Nas suas produções fotográficas, o autor usa pessoas para criar uma escala e, ao mesmo tempo, para tentar responder à questão "para que serviram no passado estas construções?". O francês sugere que tenham sido erigidas para homenagear Jacques Tati, realizador que em 1974 exibiu em Cannes um filme em que o próprio era um palhaço no circo — chama-se "Parade".

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