Miguel Vieira assina manifesto e diz que piscina de Souto de Moura enriquecerá São João da Madeira

O manifesto destaca precisamente as mais-valias do desenho de Souto de Moura, nomeadamente a inovação, a elevada qualidade, a eficiência. energética

Foto

O designer de moda Miguel Vieira é um dos subscritores de um manifesto que esta quarta-feira começou a circular a favor da construção da nova piscina desenhada pelo arquitecto Souto de Moura para São João da Madeira. O arquitecto paisagista Sidónio Pardal, o ex-ministro Valente de Oliveira, a nadadora olímpica Ana Rodrigues, o pintor Victor Costa, o deputado do PSD Paulo Cavaleiro, também assinam o documento que sublinha tratar-se de “uma decisão histórica para a cidade”. “Investir nas novas piscinas é investir nas pessoas, com um enorme retorno ao nível da coesão social e da qualidade de vida de São João da Madeira”, lê-se.

Miguel Vieira concorda com todos os parágrafos do manifesto que apela à câmara que viabilize a concretização do equipamento desportivo. “É um projecto enriquecedor para a própria cidade. Por vezes, quando as pessoas ouvem falar em números complicam um bocadinho as situações. No entanto, é uma obra que será um marco em São João da Madeira”, refere ao PÚBLICO o designer que nasceu e tem o seu atelier na cidade são-joanense. O estilista aprecia o projecto de Souto de Moura. “Além de ser prestigiante para a cidade, reúne as condições no sentido de apoiar os novos talentos que têm surgido na modalidade de natação”. 

O manifesto destaca precisamente as mais-valias do desenho de Souto de Moura, nomeadamente a inovação, a elevada qualidade, a eficiência energética, em contraponto com a actual piscina que tem quase três décadas de actividade. “O município de São João da Madeira tem uma piscina em fim de vida e claramente insuficiente”, sustenta. As contas também não passam despercebidas. “O projecto tem financiamento comunitário a fundo perdido de três milhões de euros, o qual não poderá ser investido noutro projecto que não as novas piscinas”, acrescenta-se no manifesto assinado por mais de 110 são-joanenses, entre os quais empresários, professores e dirigentes associativos. 

Em Setembro, o arquitecto Souto de Moura esteve na Casa da Criatividade em São João da Madeira para explicar o seu projecto numa sessão aberta à população. Nessa altura, garantiu não se tratar de uma obra complicada, admitiu que o projecto é ambicioso por ter a pretensão de “construir cidade” e de dar sentido às traseiras do estádio. Porém, a construção da nova piscina não é um assunto politicamente consensual, até porque será necessário pedir um empréstimo à banca para obter cerca de 2,5 milhões de euros para financiar a obra avaliada em 5,3 milhões. O restante montante será assegurado por fundos comunitários. O manifesto realça, a propósito, que “o custo das prestações dos empréstimos das novas piscinas é igual ao custo de manutenção e exploração das energeticamente obsoletas velhas piscinas”.

O PSD governa a câmara em minoria e a oposição tem-se manifestado contra a infra-estrutura que engloba três piscinas - uma das quais lúdica e de reabilitação física com um jardim de Inverno -, um spa, uma cafetaria com esplanada, parque verde no exterior, estacionamentos para carros e bicicletas. Na última sessão da assembleia municipal são-joanense, realizada no início da semana, foi aprovada uma moção de apoio à concretização da nova piscina, com os votos favoráveis da bancada social-democrata e ainda de dois eleitos da CDU e um do PS.