Desemprego em Espanha abaixo dos 24% pela primeira vez desde 2011

No terceiro trimestre, a taxa de desemprego recuou para os 23,67%, devido ao aumento do emprego e à redução da população activa.

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Mariano Rajoy contachegar ao final do ano com um crescimento de 1,3% e uma taxa de desemprego de 24,2%. AFP

Apesar de a criação de emprego ser tradicionalmente mais elevada no terceiro trimestre de cada ano, devido à actividade turística, esta redução do desemprego foi a maior registada neste período em toda a série histórica do INE e fica a dever-se à recuperação do emprego e à redução da população activa.

Segundo os dados agora divulgados, o número de trabalhadores ocupados aumentou em 151 mil, para 17.504.000. O inquérito do INE mostra que a recuperação do emprego ocorreu, sobretudo, entre os contratos temporários (mais 122.400), enquanto os contratos por tempo indeterminado sofreram um recuo (menos 26.700).

A taxa de emprego cresceu para 45,44% e a taxa de actividade caiu para 59,53% (menos 44.200) da população total espanhola, com 22.931.700 pessoas activas.

O executivo de Mariano Rajoy espera que esta tendência de descida do desemprego se mantenha e conta chegar ao final do ano com uma taxa de 24,2%, para em 2015 atingir os 22,2%, mantendo-se ainda assim entre as taxas mais elevadas da Europa.

O optimismo de Madrid assenta na retoma da economia que parece começar a reflectir-se no mercado de trabalho. O governo espera chegar ao final do ano com a economia a crescer 1,4%.

Os dados também divulgados nesta quinta-feira pelo Banco de Espanha dão conta de um crescimento de 0,5% no período entre Julho e Setembro, menos uma décima do que no trimestre anterior. Em termos anuais, a economia espanhola registou uma melhoria de 1,6%.

No boletim, a instituição defende que a economia continua no percurso de recuperação iniciado no final do ano passado, graças à "progressiva normalização" das condições de financiamento, a níveis de confiança "relativamente robustos" e a uma evolução favorável do mercado laboral.

O consumo e o investimento foram os principais motores do crescimento no terceiro trimestre, com o sector das exportações a cair ligeiramente, um comportamento idêntico ao do segundo trimestre.

O emprego "manteve o tom de melhoria que se observa desde finais de 2013", ainda que "a um ritmo inferior ao do período entre Abril e Junho", com uma estimativa do crescimento da ocupação de 1,2% em termos anuais.