António Costa elogia "grande unidade" da distrital do Porto nas primárias

enrique vives-rubio
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O candidato socialista a primeiro-ministro António Costa elogiou esta terça-feira a "grande unidade" que se verificou durante as primárias na distrital do PS-Porto onde "até para o congresso federativo foi possível haver uma lista única".

"Eu acho que não se trata de fazer reconciliação. Só se reconcilia quem está zangado e eu acho que ninguém estava zangado entre nós, muito menos aqui no Porto, onde até para o congresso federativo foi possível haver uma única lista", afirmou o socialista durante uma reunião alargada da distrital do PS-Porto.

Costa respondia assim ao líder da federação distrital José Luís Carneiro que, momentos antes, havia dito ter chegado o momento da reconciliação "uns com os outros, depois de uma disputa eleitoral" como foram as primárias. Durante a sua intervenção, Carneiro afirmou a "lealdade" e "apoio" a António Costa da federação do Porto a qual, disse, deve "participar activamente na construção de propostas para o futuro" do país.

Por seu turno, Costa lembrou, sobre a federação distrital, que foi aquela em que "José Luís Carneiro se não foi eleito por unanimidade deve ter perdido, talvez, dois ou três votos em branco o que só demonstra bem a grande unidade que existia no PS no Porto". "E é esse o trabalho que temos de prosseguir e de alargar", frisou o candidato socialista para quem a mobilização que existiu durante as eleições "não foi pelo Costa ou contra o Costa, foi porque as pessoas estão ansiosas que haja uma alternativa ao actual Governo e o que pedem ao PS é que cumpra a sua missão".

O também autarca de Lisboa apelou ainda a uma ampla participação no próximo congresso socialista, a decorrer nos dias 29 e 30 de Novembro, onde irá apresentar o documento "Uma agenda para a década".