Independentistas catalães dão três meses a Artur Mas para convocar eleições

Manifestação em Barcelona exige unidade dos partidos e impõe ultimato ao presidente da Generalitat.

Manifestação na Praça da Catalunha
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Manifestação na Praça da Catalunha REUTERS/Albert Gea
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“Presidente, convoque eleições, queremos votar nos próximos três meses. Queremos iniciar a Primavera de 2015 com um novo parlamento constituído”, exigiu Carme Forcadell, porta-voz da Assembleia Nacional Catalã (ANC), uma associação criada em 2011 e que tem assumido uma voz política cada vez mais activa. Forcadell falou na Praça da Catalunha, perante cerca de 110 mil mil pessoas, segundo números da polícia, diz o El País.

Artur Mas, ao reconhecer que não há condições para fazer o referendo – considerado ilegal pelo Tribunal Constitucional – anunciou ainda assim a intenção de realizar “uma consulta não definitiva” a 9 de Novembro, com urnas e boletins de voto, mas sem qualquer validade.

No entanto, esta ideia não agrada aos outros partidos e forças pró-independência, nomeadamente à Esquerda Republicana, o partido maioritário na Catalunha. O partido de Oriol Junqueras também quer eleições plebiscitárias – não é certo é que continue a apoiar Artur Mas, embora este deseje apresentar-se a votos numa lista conjunta, diz o El Pais. A ANC está a actuar como mediadora entre os dois partidos, adianta o jornal

Forcadell reconheceu não gostar da solução da consulta não definitiva, mas também não gostava da data que tinha sido escolhida para o referendo, nem da pergunta a que se tinha chegado por acordo com todos os partidos. Apesar de tudo, está disposta a participar na consulta simbólica que Mas propõe: “Vamos transformá-lo num acto maciço, para que o mundo saiba que o Estado espanhol não nos deixa votar. Queremos que o 9-N seja como uma primeira volta das eleições plebiscitárias.”

Muriel Casals, presidente de uma outra associação, a Òmnium Cultural – esta de raízes mais antigas, que começou por ter como objectivo a defesa da língua, e hoje se destaca também na luta pela independência – explicou melhor o que pretende quando se exige a Artur Mas que convoque “eleições plebiscitárias”, diz o El Mundo: o parlamento regional produzido pela votação deveria ter como única missão declarar a independência.