EUA põem próximos do primeiro-ministro húngaro na lista negra por corrupção

Suspeitas levam Administração de Barack Obama a dar passo invulgar contra país da UE.

Viktor Orbán já foi muito criticado por Washington
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Viktor Orbán já foi muito criticado por Washington Laszlo Balogh /REUTERS

Dez personalidades húngaras, cujo nome não é conhecido mas que se adivinha serem próximas do primeiro-ministro Viktor Orbán, estão proibidas de entrar nos Estados Unidos por serem suspeitas de corrupção, ou beneficiarem de actos de corrupção.

É uma medida sem precedentes, tratando-se a Hungria de um país da União Europeia, e um sério agudizar das relações entre Washington e Budapeste. Já houve outras reprimendas ao governo de Órban, que se tornou um admirador confesso de Vladimir Putin. Mas as relações estão especialmente tensas desde que o Presidente Barack Obama incluiu recentemente a Hungria entre os países que não respeitam os direitos humanos, ao reprimirem a actividade das organizações não-governamentais, “com regulamentos infindáveis e intimidação aberta que cada vez mais tomam por alvo a sociedade civil”.

Obama referia-se à investigação das autoridades húngaras à Fundação Ökotárs, que distribui fundos de uma organização norueguesa que fomenta o desenvolvimento da democracia (Norwegian Civic Funds) e que, segundo um jornal ligado ao Fidesz, o partido de Órban, contribui também generosamente para a Clinton Global Initiative.

Embora não tenham sido divulgados os nomes da lista negra americana, vários media húngaros e a televisão ATV avançam com alguns: Arpad Habony, um conselheiro de Orbán, e Peter Heim, presidente do Századvég, um think-tank do Fidesz – contratado para fazer uma grande campanha de relações públicas em Washington nos próximos anos, avança o site Hungarian Spectrum. Outra é Ildiko Vida, a presidente da Autoridade Fiscal Húngara, que suspendeu o registo fiscal da Fundação Ökotárs.

O ministro dos Negócios Estrangeiros húngaro, Peter Szijjarto, exige “elementos credíveis” para estas acusações. Segundo a embaixada dos EUA, as pessoas visadas terão tentado forçar empresas americanas a dar-lhes subornos ou tentaram obter favores especiais. As suas identidades não são reveladas ao abrigo da lei americana.