Alunos prejudicados pela falta de professores vão ter aulas de compensação

Termos de compensação de aulas em falta serão definidos na próxima semana.

Algumas dezenas de alunos terão tido conhecimento prévio do que era perguntado no exame
Foto
Depois da falta de aulas vem a sobrecarga do horário para muitos alunos Paulo Pimenta

Os alunos que estiveram sem professores por causa das falhas na colocação de professores vão ter aulas de compensação, garantiu o secretário de Estado do Ensino Básico, João Grancho.

Os termos em que vão realizar-se  as aulas de compensação vão ser definidos já na próxima semana, em reuniões com os directores das escolas, garantiu o governante, que falava à margem da cerimónia comemorativa dos 25 anos da Escola Tecnológica e Artística de Pombal.

Esta decisão do ministério da Educação responde a um pedido feito esta semana pelas duas confederações nacionais de associações de pais existentes em Portugal, a Confap e a CNIPE, que reclamavam a compensação da falta de aulas, que já vai em quatro semanas, na sequência dos problemas na colocação de professores. "Cada director irá apresentar as faltas que tiveram ao nível de professores para depois podermos agilizar esse mecanismo de compensação", garantiu o secretário de Estado.

Sobre as listas de colocação dos professores divulgadas esta sexta-feira, o governante adiantou que foi seguido "o procedimento normal, que já tinha sido seguido anteriormente", agora "com todas as correcções que eram necessárias".

Por isso, o governante afirmou "não antever qualquer outro problema", esperando "que definitivamente as escolas entrem no seu ciclo normal".

Esta sexta-feira foram atribuídos 4368 horários a docentes, informou o Ministério da Educação e Ciência (MEC), num modelo de concurso que levanta receios às 304 escolas classificadas como TEIP (Território Educativo de Intervenção Prioritária) e com autonomia.

Os receios prendem-se já não com erros de colocação, como aconteceu no último concurso, mas como o modelo de concurso, que faz com que, em muitos casos, um mesmo professor seja colocado em três, sete ou mesmo mais escolas. Isto significa que, ao optar por uma, deixará vagos os restantes lugares, que só serão preenchidos mais tarde.

É que o sistema permite que um professor fique colocado em várias escolas e opte por apenas uma, o que deixará as restantes mais algum tempo sem os docentes necessários.