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“Match Up” aproxima pessoas com interesses semelhantes em festas e no emprego

“Criar redes sociais na vida real” é o lema da “Match Up”, uma “start-up” que procura pôr as pessoas a interagir, tanto na vida social, como no contexto profissional

“Porque não fazemos um evento em que combinamos interesses? E se aquela pessoa gostar do mesmo que eu, vamos dar-nos bem, porque já temos um ponto em comum”. Nascia assim a “Match Up”, que pretende ligar pessoas com os mesmos interesses através do cruzamento de dados, como conta ao P3, Miguel Novais, co-fundador e CEO desta “start-up” e formado em Gestão e Marketing.

A ideia é, como explica, criar experiências e eventos para pôr as pessoas a comunicar e a relacionarem-se de forma verdadeira, tanto a nível social, como profissional.

A “Match Up” é um projecto de empreendedorismo e surgiu no programa “Working Ideas”, promovido pelo Liftoff (Gabinete de Empreendedorismo) da Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM). Localizada no GNRation, em Braga, a “start-up” é composta, actualmente, por seis jovens com diferentes áreas de formação: programação, comunicação, design, gestão/marketing, economia e engenharia.

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A ideia partiu de um grupo de cinco jovens que inicialmente idealizou um projecto que não estava, de forma alguma, ligado à interacção das pessoas. “Nós estávamos lá e pensamos numa solução para diminuir os cartões de fidelidade das senhoras, que têm “n” cartões. Mas como não estávamos a conseguir a solução certa, reconstruirmos a nossa ideia e pensamos: “Era giro era saber o que o meu vizinho de baixo gosta para, caso me acabe por exemplo o Chocapic, poder ir lá pedir, porque ele também gosta e vai ter Chocapic”, conta Miguel.

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Começava a surgir, então, a ideia de criar um “elo de ligação” nas pessoas. Mas como? Tendo como aliada a tecnologia. “O que nos propomos é usar a tecnologia para pôr as pessoas na vida real a interagir. Em vez de ser uma tecnologia que me afaste de ti, é uma tecnologia que me aproxima de ti”, explica Miguel. “Criar redes sociais na vida real” é o lema da “start-up”.

Festa, ensino superior e trabalho 

Um dos produtos da “Match Up” é a “Match Up Party”, uma festa que cria experiências para promover a interação, a amizade e a diversão. Quem quiser participar basta adquirir uma pulseira, pelo valor de três euros, com um código único (M19, por exemplo). No site da “Match Up” têm de ativar a pulseira e responder a um questionário, indicando o telemóvel e e-mail, bem como aquilo que mais gostam de fazer e os valores pelos quais se definem enquanto pessoa. Depois é feito o cruzamento de dados e, no dia do evento, são enviadas SMS com dinâmicas de interação. “Abraça toda a gente” é uma delas. Todos os participantes recebem SMS ao mesmo tempo, mas de forma personalizada. A meio da festa é realizado o “Match Up Time”, e são enviadas SMS para as pessoas procurarem, por exemplo, os números 54, 36 e 29, que correspondem a pessoas com interesses em comum.

A “Match Up Academic” é um evento semelhante, mas destina-se especificamente à integração dos novos estudantes universitários. Até ao momento, o evento realizou-se em Braga e Guimarães (em parceria com a AAUM), mas o objectivo é expandir a outras universidades do país.

Mas nem só de festas é feita a “Match Up”. A “start-up” promove também a interacção no meio profissional. Para isso, cria eventos profissionais com a mesma tecnologia dos eventos sociais. A base é sempre o algoritmo. Basicamente, a “Match Up Events” consiste em fazer com que pessoas com os mesmos interesses se conheçam. Como? Através de uma lógica de funcionamento idêntica à da “Match Up Party”, mas aplicada noutros contextos. Miguel Novais dá como exemplo um jantar de Natal de uma empresa com mais de 3000 funcionários, distribuídos por diferentes departamentos. A empresa não sabe quem sentar ao lado de quem e a “start-up” procura saber mais sobre cada um dos funcionários. Depois é só fazer o cruzamento dos dados e descobrir quais as pessoas que devem estar sentadas lado-a-lado.

Já a “Match Up Business” está mais vocacionada para feiras empresariais, por exemplo. Nestes locais, com milhares de stands de áreas completamente diferentes, os visitantes não teriam a necessidade de fazer uma pesquisa extensiva sobre o que lá existe, já que seria possível dizer aos participantes quais os stands que realmente lhes interessam e que devem procurar.

Através da “Match Up Network”, a “start-up” pretende ainda servir de intermediário entre os cidadãos e as empresas, encontrando a empresa certa para o produto/serviço que as pessoas procurem.

A “Match Up Company” ainda não foi aplicada, mas a ideia é criar experiências para pôr os funcionários de uma empresa a interagir. “É um momento de sair da rotina, pôr as pessoas mais à vontade e a conhecerem-se, porque muitas vezes as pessoas da mesma empresa não se conhecem”, explica Miguel.

Até ao momento, a “Match Up Party e a “Match Up Academic” são os produtos que estão melhor consolidados e desenvolvidos. Por esse motivo, a ambição agora é global e passa por exportar a marca e as experiências que a envolvem. “A nossa ambição é que a “Match Up Academic” seja global. Queremos que todas as universidades, de todo o mundo, organizem no início do ano lectivo este evento para integrar as pessoas. E o mesmo para a “Match Party”, refere.

Texto editado por Andréia Azevedo Soares