Primeiro-ministro diz que expectativas quanto à fusão PT/Oi saíram goradas

Governo segue “com atenção” desenvolvimentos na PT, garantiu Pedro Passos Coelho, em Milão.

As más notícias vão continuar no próximo ano, mas em 2014 haverá uma inversão, promete Passos Coelho
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Situação da PT está no radar do Governo, diz Pedro Passos Coelho Foto: Daniel Rocha

“Certamente que as expectativas que, em geral, foram criadas no mercado e junto dos portugueses quanto ao potencial desta fusão ficaram bastante aquém daquilo que a prática veio a demonstrar”, disse o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, nesta quarta-feira, citado pela Lusa. Numa conferência de imprensa, em Milão, o primeiro-ministro assegurou que o Governo segue “com atenção” o desenrolar dos acontecimentos na PT, em cujos activos está interessado o fundo francês Altice.

“Certamente que as expectativas que, em geral, foram criadas no mercado e junto dos portugueses quanto ao potencial desta fusão ficaram bastante aquém daquilo que a prática veio a demonstrar”, disse o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, nesta quarta-feira, citado pela Lusa. Numa conferência de imprensa, em Milão, o primeiro-ministro assegurou que o Governo segue “com atenção” o desenrolar dos acontecimentos na PT, em cujos activos está interessado o fundo francês Altice.

Foi a primeira-vez que o primeiro-ministro manifestou desagrado com a evolução do processo PT/Oi, mas já no início de Agosto o ministro da Economia tinha criticado, em declarações ao PÚBLICO, o rumo que a operação tomou. Confessando já ter perdido “há muito” a “ilusão da PT como matriz de uma fusão luso-brasileira e campeã nacional”, António Pires de Lima criticou “os actos de gestão que não têm explicação possível no domínio da gestão” e a “destruição de valor” na empresa, nos últimos anos.

Poucos meses após a venda da Vivo (em Julho de 2010), fase em que ultrapassou a barreira dos dez euros, a cotação da PT tem estado em queda. Uma rota descendente para a qual também contribuiu o agravamento da crise e o pedido de ajuda financeira à troika.

Mas, depois de se ter tornado público o investimento de 900 milhões de euros em papel comercial da Rioforte, as acções caíram abaixo dos 2%, patamar onde se têm mantido.

Na sessão bolsista desta quarta-feira em que Zeinal Bava anunciou a renúncia à liderança executiva da Oi, os títulos da PT recuaram 1,28% para 1,626 euros. Na mesma linha, as acções da empresa brasileira desvalorizaram mais de 5% na bolsa de São Paulo.