Reestruturação vai reduzir número de trabalhadores na AdP

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Jorge Moreira da Silva Pedro Cunha/Arquivo

À margem da apresentação do plano de reestruturação do sector das águas, o ministro explicou que até 2025 haverá uma redução de mais de 480 trabalhadores no grupo, porém, como para o mesmo período se perspectiva a entrada de 242 colaboradores, haverá um saldo líquido de 238 saídas.

Mas não será apenas da redução do número de trabalhadores que virão as poupanças de 17 milhões de euros por ano em custos com o pessoal que o Governo espera conseguir na AdP até 2025. Uma parcela importante virá do corte para metade do número de chefias, explicou Moreira da Silva. “É evidente que se vamos passar de 19 para cinco empresas, não vamos precisar de tantos lugares de direcção, nem de tantos coordenadores ou chefes”, disse o governante. No plano apresentado, o Governo refere ainda uma redução de 67% nos órgãos sociais da empresa.

Além da redução das despesas com pessoal, a partilha de recursos será chave. O ministro quer ver as empresas do grupo a partilharem serviços de suporte, como os recursos humanos ou a área jurídica. Tudo somado, o Governo espera reduzir os custos operacionais da AdP em cerca de 62 milhões de euros por ano entre 2015 e 2025.

As linhas orientadoras cabem à tutela, o trabalho terá de ser feito dentro de casa. A equipa de gestão liderada por Afonso Lobato de Faria deverá concluir até ao final do próximo ano todo este esforço de reorganização. Entre as tarefas que tem em mãos, a administração da AdP terá também de seleccionar dentro da lista de activos do grupo aqueles que se destinam a alienar ou extinguir. Entre os activos que não estão directamente relacionados com o negócio principal da empresa incluem-se, por exemplo, o Golfe das Amoreiras e a AdP Imobiliário.