Opinião

Volta a Portugal (socialista)

Como não há duas sem três, à terceira foi de vez. Em termos ciclistas, o primeiro debate foi de perseguição (em pista coberta).

O segundo foi de prova em linha com montanha de 3ª categoria. O terceiro foi um contra-relógio com curvas e contracurvas.

No fim desta “Volta a P(S)”, há que atribuir os prémios. Não me refiro à camisola amarela (rosa neste caso, como no Giro de Itália) que só saberemos no domingo, mas a outros galardões. Prémio da combatividade: Seguro; Rei da montanha: não atribuído; classificação por pontos: Costa; Vencedor das metas volantes: Seguro e Costa ex aequo.

Não houve furos. Aqui e acolá, algumas quedas ligeiras, sem necessidade de fisioterapia. Costa, com carro de apoio mais sonante. Seguro, com carro de apoio mais aparelhístico. Ambos vigiando-se tão obsessivamente que, por vezes, se esqueceram da estrada (por pagar) onde pedalavam. A altura do selim nem sempre foi bem regulada, o que lhes prejudicou o ritmo.

No sprint final, Seguro, retrospectivo: “não deixes para amanhã o que podias ter feito ontem”. Costa, procrastinador (e parafraseando Mark Twain): “não deixes para amanhã o que podes fazer depois de amanhã”.