Mais cuidados de saúde transferidos para estruturas de proximidade

Nas Grandes Opções do Plano (GOP) Governo declara como prioridade rede de cuidados de proximidade

Vítima foi internada nos Hospitais da Universidade de Coimbra
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Vítima foi internada nos Hospitais da Universidade de Coimbra Sérgio Azenha/Arquivo

O Governo quer transferir alguns cuidados agora prestados em meio hospitalar para estruturas de proximidade, reduzir a sinistralidade rodoviária e alargar a rede de Serviços de Informação e Mediação para as Pessoas com Deficiência. Está tudo nas Grandes Opções do Plano (GOP) enviadas esta segunda-feira aos parceiros sociais (ver página 20).

O documento – vago apesar das suas 240 páginas – identifica como prioridade para 2015 garantir a existência de uma cobertura da rede de cuidados de proximidade capaz de assegurar “a resolução qualificada dos problemas de saúde, minimizando assimetrias de natureza regional ou social".

A transferência de alguns cuidados prestados em meio hospitalar para estruturas de proximidade não acontecerá sem mais. O Ministério da Saúde promete " garantir um médico de família para cada português” e aprofundar a aposta na figura do enfermeiro de família.

 Admite-se a contratação de novos profissionais de saúde. "Pretende-se também explicitar claramente o papel de cada um na sua instituição e desenvolver matrizes de avaliação que permitam medir a produtividade e o empenho, bem como desenvolver instrumentos de atracção e fidelização de profissionais para regiões onde se verifique carência de recursos".

O tempo é ainda de crise social e económica e isso nota-se no documento. O Governo "antecipa a possibilidade de prolongar a vigência" do Programa de Emergência Social (PES), iniciado em Outubro de 2011, "com os devidos ajustamentos em função das necessidades ". Não diz é que medidas prolongará do programa que está em vigor até Dezembro de 2014.

Há uma nota especial sobre um dos mais vulneráveis grupos sociais: o das pessoas com deficiência. Como seria de esperar, o executivo anuncia que avançará para a II Estratégia Nacional para a Deficiência 2014-2020. Já no próximo ano, quer ver alargada a rede de Serviços de Informação e Mediação para as Pessoas com Deficiência (SIM-PD) instalados nas autarquias locais.

Outra área a que o Governo diz querer continuar a dar prioridade é o combate à sinistralidade rodoviária. Quer mais polícia na rua a fazer prevenção e fiscalização selectiva de comportamentos de maior risco, mas também promover “campanhas e acções de esclarecimento e sensibilização dos condutores".

As forças de segurança queixam-se de escassez de recursos. Nas Grandes Opções do Plano para a próximo ano, o executivo afiança que o processo de informatização dos postos e das esquadras da GNR e da PSP, e a sua ligação integral à Rede Nacional de Segurança, deverá ficar concluído este ano. O mesmo acontecerá com o programa de investimento em instalações policiais. Manter-se-á o ritmo de entradas de novos elementos para as forças de segurança. As novas entradas, porém, não irão compensar “totalmente as saídas ocorridas e previstas”, o que levará a uma redução gradual do número de elementos, algo que já se vem verificando desde 2008.