Verbas dos fundos europeus para inclusão social quase triplicam para 1,4 mil ME

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O montante oriundo dos fundos europeus destinado à inclusão social, excluindo o emprego, quase que vai triplicar para 1,4 mil milhões de euros até 2020, face aos 580 milhões de euros do último período, anunciou hoje o Governo.

 "As verbas alocadas à inclusão social quase triplicam face ao último programa europeu", revelou aos jornalistas o ministro adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro, à margem da reunião do Conselho Nacional para a Economia Social, que decorreu em Lisboa.

O encontro no qual foi feita a apresentação do próximo ciclo de fundos europeus e do programa de inclusão social foi presidido pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, que não prestou declarações aos jornalistas nem à chegada, nem à saída do mesmo.

Poiares Maduro destacou que o objectivo do executivo é "investir mais e com mais inovação" nas matérias relacionadas com a inclusão social, anunciando a criação de um "instrumento novo destinado a apoiar o empreendedorismo social".

O governante referia-se ao fundo Portugal Inovação Social, que contará com uma dotação na ordem dos 150 milhões de euros, e cuja apresentação ficou a cargo do ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, Pedro Mota Soares.

"Há uma preocupação especial com a inclusão social, daí o lançamento deste fundo inovador que pode fazer com que Portugal marque o passo neste capítulo a nível europeu", afirmou Mota Soares.

"É um fundo dirigido à capacidade de estimular o empreendedorismo social, em áreas como a saúde e a educação. O objectivo é trabalhar a sustentabilidade da ação social", acrescentou, sublinhando que a resposta social acaba por ser mais eficaz quando a cargo das instituições de solidariedade que operam de norte a sul do país.

E realçou: "Este fundo não esgota as verbas [destinadas à inclusão social], mas é uma novidade muito importante".

Desemprego a cair
De resto, o Governo continua a desenvolver esforços para a recuperação do emprego, tendo Mota Soares destacado a evolução positiva que tem sido registada na taxa de desemprego.

"Felizmente, no último ano, o desemprego tem vindo a cair. Vamos continuar a promover a criação de emprego, e a combater o desemprego jovem", assinalou.

Questionado acerca do salário mínimo, Mota Soares referiu que a sua atualização está em discussão com os parceiros sociais, pelo que só haverá novidades quando estas conversas terminarem.