Passos “bastante satisfeito” com pasta “decisiva” de Moedas

Primeiro-ministro defende que a Investigação, Ciência e Inovação é "decisiva" para o crescimento económico e argumenta que a atribuição de pastas não resulta de negociações entre governos e a Comissão mas antes um exclusivo do seu presidente.

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O primeiro-ministro não poupou na palavra “satisfação” para dizer o quanto apreciou que Carlos Moedas tenha recebido a “importante” pasta de comissário da Investigação, Ciência e Inovação. Pedro Passos Coelho diz trata-se de uma pasta “decisiva para o crescimento económico e para uma geração de emprego mais qualificada nos próximos anos”.

Em declarações aos jornalistas à entrada para a cerimónia de entrega do Prémio Champalimaud de Visão, na Fundação Champalimaud, em Lisboa, o primeiro-ministro escusou-se a responder se esta era a pasta que queria para o seu secretário de Estado-adjunto. Preferiu realçar trata-se de uma área “muito transversal de toda a política europeia e que tem meios directos e próprios de intervenção”, o que alegadamente confere algum poder a Carlos Moedas entre os comissários.

O primeiro-ministro realçou que a escolha das pastas “é sempre do presidente da Comissão e não propriamente uma negociação entre os governos e o presidente. É ele que tem a competência para escolhas as pastas, os portfolios que devem caber a cada um dos comissários.”

Disse ter conversado “pessoalmente” com o presidente Juncker mais do que uma vez sobre as pastas que considerava prioritárias e que a da Inovação era uma delas. “[O facto de] Aquilo que era uma das primeiras prioridades ter coincidido com a escolha que ele próprio fez é uma feliz coincidência que me deixa bastante satisfeito.”

Passos Coelho também fugiu à questão sobre se Moedas tem ou não perfil para a tarefa – uma das críticas que lhe eram apontadas –, preferindo dizer-se “orgulhoso de ver que o valor de Carlos Moedas foi reconhecido para liderar uma pasta tão importante”.

O governante que assegurou a ligação com a troika durante os últimos três anos será o responsável pelo maior programa-quadro de sempre de investigação e inovação da União Europeia, o Horizonte 2020, dotado de um orçamento de quase 80 mil milhões de euros para os próximos sete anos.

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