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Megafone

Um salto para o destino

O lançamento de Destiny, a nova criação da Bungie, é algo que para a Microsoft importa. E importa sobretudo para não ficar para trás

É tudo menos coincidência que a Xbox One tenha chegado a mais mercados, inclusive Portugal, na passada sexta-feira. Hoje, 9 de Setembro, é, muito provavelmente, um dia que vai marcar esta nova geração de consolas. É verdade que já existiram jogos como Titanfall e Infamous: Second Son, mas o lançamento de Destiny, a nova criação da Bungie, é algo que para a Microsoft importa. E importa sobretudo para não ficar para trás. Por diversas razões.

A Bungie está directamente relacionada com o sucesso e a marca da Microsoft. Halo: Combat Evolved, a anterior criação da produtora, foi um título essencial no lançamento da Xbox original e ajudou a definir uma atitude, um género e, sobretudo, a plataforma como a consola ideal para jogar online, com Halo 2 a ser essencial para definir e popularizar o serviço Xbox Live. O mais curioso, como foi lembrado em vários sites durante a semana passada, é que Halo: Combat Evolved começou por estar inicialmente associado à Apple e chegou a ser apresentado numa conferência sua numa demonstração, em que o mostrava como um jogo na terceira pessoa (diferente do first person shooter que se viria a tornar). Pouco depois a Bungie foi comprada pela Microsoft e tornou-se numa das suas aquisições chave.

Contudo, todas as relações acabam. Em 2007 deu-se o divórcio e em 2010 saiu a última entrada da Bungie em Halo (Halo: Reach) e, na altura, já se sabia que a produtora estava a trabalhar noutro projecto. Mais tarde soubemos que era Destiny.

Mas desta vez a Microsoft ficou para trás. Embora não seja um exclusivo da Playstation, a promoção tem sido intensificada nesse sentido. Desde a sua apresentação no anúncio da Playstation 4, às honras de abertura nas conferências da E3, conteúdo exclusivo para as consolas da Sony, uma Playstation 4 branca a anunciar o evento, as honras de ter acolhido a versão alfa do jogo em exclusivo e da sua versão beta ter estado activa durante mais tempo na Playstation 4 e a cereja em cima do bolo é a dificuldade da Microsoft de publicitar o próprio jogo para as suas consolas, continuando a perpetuação da ideia de que Destiny se trata de um exclusivo da Sony.

Não, é só o novo jogo da Bungie. A produtora que definiu em parte o espaço dos first person shooters nas consolas e, sobretudo, a forma como são jogados online. A partir de hoje inicia uma saga dentro do mesmo género mas no formato MMO (Massively Multiplayer Online) e com a promessa de que será um universo a explorar durante a próxima década. Pelo que se viu das versões alfa e beta do jogo - e pela adesão que tiveram -, há razões para esperar que sim. E sendo a Bungie, há razões para acreditar que o universo vai ficar melhor ao longo do tempo. Depois de Titanfall ter falhado como novo franchise capaz de criar um clima online sustentável, Destiny pode tornar-se no primeiro jogo a desenvolver uma base com um futuro que se estenderá ao longo desta geração. Justificará o investimento da Playstation? O melhor desta resposta é que podemos começar a saber isso já hoje.