Crónica de jogo

Sporting volta a marcar na Luz, mas ainda não foi desta que venceu

O Benfica chegou a estar em vantagem no "derby", mas os "leões" responderam bem e aproveitaram uma falha de Artur.

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Foto: Patrícia de Melo Moreira/AFP

Ainda não foi desta vez que o Sporting conseguiu interromper o jejum de oito anos sem vitórias no Estádio da Luz, mas os “leões” não saíram do derby de mãos a abanar. Um empate (1-1) acabou por ser um resultado positivo para a equipa de Marco Silva, que não marcava no recinto do rival para o campeonato desde 2007. O Benfica terá ficado menos satisfeito com o desfecho por aquilo que fez essencialmente na segunda metade do encontro, quando desperdiçou meia-dúzia de excelentes oportunidades para chegar ao triunfo. Mesmo assim, os “leões” estiveram muito perto de surpreender nos instantes finais.

Acima de tudo, as duas equipas proporcionaram uma partida intensa, que não desiludiu ninguém nas bancadas preenchidas da Luz. O Benfica marcou primeiro, logo aos 12’, mas um erro clamoroso de Artur, oito minutos depois, acabou por permitir o golo do empate a Slimani, sem mais mexidas no marcador até ao último apito de Pedro Proença. Não faltaram oportunidades para mais festejos, num derby que poderá ter marcado a despedida de alguns jogadores de ambas as equipas, que aguardam por esta segunda-feira, o último dia do mercado de transferências, para definir o seu futuro.

Slimani foi a novidade de Marco Silva para o clássico lisboeta. O avançado argelino estreou-se, após um início de temporada conturbado, que lhe valeu uma acção disciplinar após se ter recusado a treinar para pressionar uma transferência. O episódio foi ultrapassado e o técnico “leonino” elegeu neste domingo o jogador como principal referência atacante, relegando para o banco Montero, titular nas duas primeiras jornadas. A ideia seria explorar o bom jogo aéreo de Slimani e o atacante ia correspondendo logo a abrir o encontro, com um cabeceamento que acabou por sair ao lado.

A partida começou intensa, com o Benfica a responder prontamente ao lance de perigo do adversário. Rui Patrício foi testado aos 6’ e correspondeu com duas boas defesas a remates de Talisca e Luisão, mas seria impotente para travar a melhor jogada “encarnada” na primeira metade, aos 12’.

Um lance envolvente do ataque da equipa da casa, com Salvio a entrar na área pela direita e a atrasar para Maxi Pereira, com o lateral a tocar para Gaitán que, em zona frontal, atirou para as redes. Tudo perante a passividade da defesa “leonina”.

Os “leões” procuraram reagir à desvantagem e contaram com o contributo de um “aliado” inesperado para chegar ao empate, aos 20’. Artur recebeu um atraso de Eliseu e, quando procurou despachar a bola, atirou-a contra as costas de Carrillo, acabando esta por saltitar em cima da linha de golo, antes de Slimani confirmar o 1-1.

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Nos bancos das duas equipas, dois jogadores sentiram as consequências deste lance acidentado. Do lado “encarnado”, o guarda-redes Júlio César, que poderá ter garantido já para a próxima jornada a titularidade da baliza; do lado “leonino”, Montero, que não marca desde Dezembro do ano passado e que deverá permanecerá fora do “onze” nas próximas rondas. Isto apesar de Slimani ter desperdiçado outro golo claro, aos 30’, permitindo a defesa de Artur com tudo para marcar.

Se o Sporting desperdiçou o segundo golo ainda na primeira parte, o Benfica reservaria para o segundo tempo um festival de ocasiões perdidas, com muitos brindes da defesa adversária pelo meio. Com uma entrada determinada e imprimindo grande velocidade ao jogo, com rápidas transições atacantes, a equipa da casa começou a esbanjar logo aos 49’, com Salvio a falhar o alvo, após um cruzamento de Gaitán. Os seus companheiros não fizeram melhor nos minutos seguintes, ou por falta de pontaria ou pela oposição de Rui Patrício: Talisca (62’), André Almeida (64’) e novamente Salvio (66’ e 78’).

Entre estas duas últimas perdidas do argentino, os “leões” conseguiram respirar um pouco e levar perigo pela primeira vez, desde o reatamento, à baliza de Artur. Jefferson testou os reflexos do guarda-redes brasileiro, de livre, aos 71’, mas seria Slimani a ter a grande oportunidade do Sporting para resolver o encontro, aos 89’, valendo uma nova intervenção de Artur para manter a igualdade.