Governo pode aumentar o IVA de 23% para 24% ainda este ano

Marques Mendes prevê uma guerra dentro da coligação mas defende que o CDS "não pode ceder nisto".

Marques Mendes diz que remodelação governamental é “inevitável”
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Marques Mendes diz que remodelação governamental é “inevitável” Pedro Cunha/Arquivo

O Governo pode aumentar o IVA de 23% para 24%, avançou o social-democrata Marques Mendes no seu comentário semanal na SIC, no sábado à noite. A ideia é avançar ainda este ano. O comentador lembrou que já havia a intenção de subir de 23 para 23,5% em 2015. Agora, disse, poderá ser em Outubro.

Contudo, alerta, há divisões no interior da coligação quanto a esta proposta. De um lado, o primeiro-ministro, Passos Coelho, e a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque – a favor do aumento como resposta aos chumbos do Tribunal Constitucional (TC) em Maio passado; do outro, o vice-primeiro ministro, Paulo Portas, e o ministro da Economia, Pires de Lima – contra e que defendem baixar este imposto.

Embora reconheça que há “uma guerra em perspectiva dentro da coligação”, Marques Mendes defende que o CDS “não pode ceder nisto”.

O comentador lembra que, embora o TC tenha chumbado os cortes salariais na função pública, existe uma almofada graças à receita fiscal que está a crescer mais do que o previsto. No entanto, o Governo tem sido despesista, acusa Marques Mendes, apontando o dedo aos ministros que “são pouco poupadinhos” e a Maria Luís que “não está a por ordem na casa toda”. Em causa estão os dados de execução orçamental do passado mês de Junho que revelam que as despesas dos ministérios aumentaram – “devia estar a ser reduzida mas está a subir”, alerta. Por isso, é taxativo: “não podem ser os contribuintes, com impostos, a pagar a ineficiência, desleixo e incapacidade dos ministros”.

Os dados da execução orçamental de Julho serão conhecidos esta segunda-feira, na véspera da reunião extraordinária do Executivo onde o aumento de impostos será. Contudo, Marques Mendes prevê que o assunto não seja encerrado neste encontro mas no próximo, na quinta-feira.