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Origama Sun Seat

A Origama quer acabar com o desconforto na praia

A edição 2014 do Prémio Nacional das Indústrias Criativas tem dez finalistas — e nós quisemos saber mais sobre eles. A Origama é uma marca jovem e portuguesa de acessórios de Verão que quer acabar com a falta de posição na praia

O vosso projecto é um dos dez finalistas da edição 2014 do Prémio Nacional das Indústrias Criativas (PNIC). Como o descreveriam a quem nunca ouviu falar da vossa marca?

A Origama é uma marca portuguesa de acessórios inovadores de praia. A ideia começou com a necessidade de resolver um problema pessoal: a falta de posição de estar na praia, o desconforto que é fazer simples coisas como ler um livro, olhar para o mar ou comunicar com alguém. Mais tarde, os criadores perceberam que o seu problema era partilhado por muitas outras pessoas e que o produto era bem aceite entre os amantes de praia. O primeiro e principal produto da marca é a "Origama Sun Seat" [à venda a partir de 44,9 euros], que combina uma cadeira, uma toalha e uma "chaise longue" num produto fácil de transportar e manusear. O projecto pretende, desde o seu início, recriar a vida ao ar livre, reinventando hábitos de partilha e harmonia das pessoas com a natureza. O conceito assenta, por um lado, na reformulação de produtos já existentes, dando-lhes um novo design e sofisticação, e, por outro, no desenvolvimento de novos produtos que se destaquem pela conveniência de utilização e conforto.

Em que é que a vossa empresa difere de outros projectos semelhantes?

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A Origama distingue-se de outros projectos pelos seus produtos inovadores e patenteados. Todos os produtos são fabricados na totalidade em Portugal, desde o desenvolvimento, prototipagem, teste e a produção final. Temos uma equipa multifacetada (design, gestão, economia, comercial, consultoria, engenharia têxtil, marketing e promoção) que aposta numa ideia/conceito em que acredita e que tem gerado, além de postos de trabalho directos, diversos indirectos, criando riqueza e contribuindo para a divulgação de Portugal enquanto exportador de ideias e design de qualidade. Uma das intenções da marca, além da venda dos produtos, passa por promover um estilo de vida mais alegre, mais saudável e próximo da natureza.

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O prémio para o vencedor desta edição são 25 mil euros. Caso vençam, como contam investir o dinheiro?

Vemos este prémio como uma maneira de acreditar a marca Origama, nacional e internacionalmente, através da visibilidade e reconhecimento que o prémio tem, contribuindo ainda para o reforço de capitais próprios, decisivos para o total sucesso do projecto. Este é um prémio que nos ajudaria muito no crescimento enquanto criadores e empresa. Caso ganhemos, contamos investi-lo na criação de novos produtos, apostar no desenvolvimento do sector têxtil e, principalmente, na investigação tecnológica associada à indústria têxtil.

O que faz falta às indústrias criativas portuguesas?

Muitas vezes, nas indústrias criativas, é complicado passar da criatividade à implementação da ideia. Por vezes por falta de meios, outras vezes por falta de tempo ou energia para ultrapassar problemas que, na sua maioria, são causados pelo excesso de burocracias. Faz falta perceber também que uma ideia é apenas uma pequena parte do que se pode tornar um negócio. Para que tal aconteça é preciso muito trabalho e dedicação.

Se a vossa empresa fosse a uma entrevista de emprego e lhe perguntassem onde vai estar em 2020, o que responderiam?

Acreditamos convictamente que, em 2020, vamos estar a trabalhar no nosso merecido lugar ao sol! A empresa pretende ser, nos próximos anos, uma marca de referência a nível nacional e internacional, reconhecida pelos seus produtos mas, principalmente, pelos seus valores, gerando riqueza para o país através da criação de postos de trabalho, dinamização de pequenas indústrias locais. Neste contexto, pretendemos ainda ser um dos meios de aproximação do design à indústria têxtil portuguesa, que é uma das melhores do mundo. Acreditamos ter enorme potencial por explorar, à semelhança do que tem vindo a acontecer nos últimos anos com a indústria do calçado.