Família Eusébio vai passar a deter 90% dos direitos de voto da Sumol+Compal

Fundo de capital de risco da CGD vende os 10,5% do capital w deixa de ter participação na empresa.

Sumol+Compal vendeu 80,3 milhões de litros de refrigerantes no primeiro trimestre do ano
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Refrigor deverá tornar-se o principal accionista da Sumol+Compal Manuel Roberto

Caso a operação seja autorizada, a Refrigor, controlada pela família Eusébio, vai passar a deter 81% das acções da Sumol+Compal, ficando com 89,96% dos direitos de voto da empresa de bebidas.

A empresa assinou um contrato de compra e venda com o fundo de capital de risco da Caixa Geral de Depósitos, dono de 10,5% do capital, e com quem a então Sumolis fez uma parceria para a compra da Compal, em 2005.

Numa carta dirigida à Sumol+Compal, assinada pelos dois accionistas e enviada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), lê-se que os efeitos do contrato dependem de “condições suspensivas”, nomeadamente de “autorizações administrativas” e da formalização do financiamento adequado para pagamento do preço das acções”. A operação pode avançar no prazo de 12 meses, prorrogado até seis meses.

O fundo da CGD deixa de ser accionista da Sumol+Compal nove anos depois de ter entrado no capital da empresa, que nasceu da fusão entre a Sumolis e a Compal. Em 2011, a administração do grupo anunciou que estava a ponderar propor aos accionistas “a perda da qualidade de sociedade aberta e, consequentemente, a exclusão das acções."