Casal polaco morreu após queda em ravina no Cabo da Roca

Filhos pequenos no local, acompanhados pelo INEM. Para se localizar e chegar aos corpos, que caíram num local de "muito díficil acesso", foi preciso accionar meios terrestres, marítimos e aéreos.

Queda deu-se ao final da tarde deste sábado (foto de arquivo)
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Queda deu-se ao final da tarde deste sábado (foto de arquivo) Bruno Castanheira/Arquivo

Um casal polaco caiu de uma arriba com cerca de 80 metros no Cabo da Roca, Sintra, e morreu, segundo a Autoridade Nacional de Protecção Civil. Os filhos menores receberam apoio psicológico nas imediações.

Segundo disse ao PÚBLICO fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro de Lisboa, o homem e a mulher serão um casal, de nacionalidade polaca, e os filhos menores terão assistido à queda dos pais. Também uma fonte da Protecção Civil municipal de Sintra, citada pela agência Lusa, disse que as duas crianças assistiram a tudo. Porém, a RTP avançou que as crianças não se terão apercebido de nada.

Ao PÚBLICO, o Comando Distrital confirmou que, ao início da noite, as crianças ainda estariam no local a ser assistidas e acompanhadas por elementos do INEM. À agência Lusa, uma fonte dos Bombeiros Voluntários de Almoçageme disse que o homem e a mulher tinham cerca de 40 anos e que os filhos têm cinco e seis anos. A RTP acrescenta que o casal residia há vários anos em Lisboa.

De acordo com o Comando Distrital de Lisboa, para onde o alerta foi dado às 18h41 deste sábado, as duas pessoas caíram numa ravina, situada nas traseiras do farol do Cabo da Roca. O local é de “muito difícil acesso”, pelo que foi necessário chamar ao terreno uma equipa de salvamento em grande ângulo - a instabilidade da arriba fazia antever trabalhos demorados para recuperar os dois corpos.

Segundo fonte daquele Comando Distrital, ao local foram chamados os Bombeiros Voluntários de Almoçageme, com cinco veículos, elementos do INEM, da GNR, da Polícia Marítima de Cascais (com uma lancha), e da Força Aérea Portuguesa, num total de 29 elementos (17 dos quais bombeiros).

Para se localizar e chegar aos corpos foi preciso accionar diferentes meios, os terrestres dos bombeiros e da GNR, os marítimos da Polícia Marítima, e os aéreos, com o helicóptero da Força Aérea, que foi desmobilizado cerca das 21h30, por não existirem condições de segurança

Segundo informações da Protecção Civil, a Polícia Judiciária foi chamada ao local, onde esteve igualmente o cônsul da Polónia em Portugal.

Por volta da meia-noite, as operações para recuperar os corpos foram suspensas, por falta de condições de segurança, devendo ser retomadas de manhã. com H.D.S.