Obras de conservação no Palácio da Pena em Sintra custam 270 mil euros

Os andaimes não cobrirão todo o palácio em simultâneo.

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As obras de recuperação e conservação no Palácio da Pena, que envolvem fachadas, muros, azulejos e cantarias, vão custar cerca de 270 mil euros, anunciou nesta quarta-feira a Parques de Sintra - Monte da Lua, empresa responsável pelo monumento.

De acordo com a empresa de capitais públicos, criada em 2000, após a classificação pela UNESCO da Paisagem Cultural de Sintra como Património da Humanidade, estas obras, que estão a decorrer no período de Verão, não implicam o encerramento do edifício.

Os andaimes não cobrirão todo o palácio em simultâneo, "para minimizar o impacto visual nos visitantes", segundo a Parques de Sintra, que estima ter as obras concluídas até ao final do ano.

O projecto de recuperação das fachadas e muros na envolvente do Palácio da Pena foi iniciado por a caiação e os barramentos coloridos se encontrarem degradados, explica a empresa.

A Parques de Sintra indica ainda que o projecto de recuperação foi realizado com o acompanhamento de técnicos da Direcção Geral do Património Cultural (DGPC), e escolhida esta época mais quente do ano para a realização das obras devido ao microclima do alto da Serra de Sintra.

Esta intervenção, tanto na fase de projecto como na de obra, tem também o apoio do Museu Nacional do Azulejo, na conservação e restauro.

A Parques de Sintra gere o Parque e Palácio da Pena, os Palácios Nacionais de Sintra e de Queluz, o Chalet da Condessa d’Edla, o Castelo dos Mouros, o Palácio e Jardins de Monserrate, o Convento dos Capuchos e a Escola Portuguesa de Arte Equestre.

No ano passado, segundo a empresa, estes monumentos e equipamentos culturais receberam aproximadamente 1.700.000 visitas, mais de 90% das quais por parte de estrangeiros.

São accionistas da empresa, o Instituto da Conservação da Natureza e Florestas, a Direcção Geral do Tesouro e Finanças (que representa o Estado), o Turismo de Portugal e a Câmara Municipal de Sintra.