Lusófonos comemoram 800 anos de existência da Língua Portuguesa

A Língua Portuguesa completou aos 27 de Junho, sexta-feira, 800 anos de existência, descoberta desde 1214, através do documento referencial do testamento do Rei D. Afonso II.

A Língua Portuguesa, internacionalmente conhecida como a quarta mais falada do mundo, é Idioma oficial de oito países com culturas e políticas diferentes, com cerca de 244 milhões de falantes, converteu-se numa preciosa ferramenta da globalização. Estima-se ainda que é a terceira língua europeia global, falada na americana latina, integra dialectos africano e algumas línguas do Oriente, sendo também a mais falada do hemisfério sul do planeta terra.

Trata-se de dialectos oficiais de Angola, Portugal, Brasil, Moçambique, Cabo Verde, Timor-Leste, S. Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Macau (China), Guiné Equatorial e ainda em algumas regiões da Índia e em outras pequenas comunidades do planeta.

Essa língua contribuiu para o fortalecer das relações dos diferentes povos do Continente e é hoje reconhecida como um património comum e dos mais antigos da humanidade. As comemorações dos 800 anos de Língua Portuguesa visam contribuir para a aproximação dos países lusófonos, bem como de Macau (região autónoma especial da China, até há pouco tempo sob a administração de Portugal) em termos de uma grande manifestação cultural.

Com esta iniciativa pretende-se também contribuir para a afirmação da língua portuguesa no mundo a nível cultural, político e económico e nas grandes instituições internacionais. Aprofundar o conhecimento da língua e incentivar a produção da escrita é outro dos objectivos preconizados com a realização das actividades que decorrem até Junho de 2015.

Falado nos cinco continentes, é a língua oficial de oito países, designadamente Angola (19,8 milhões de habitantes), Brasil (194,9 milhões), Cabo Verde (512 mil), Guiné-Bissau (1,5 milhões), Moçambique (23,3 milhões), Portugal (10,6 milhões), São Tomé e Príncipe (165 mil) e Timor-Leste (1,1 milhão).

Texto originalmente publicado no jornal Semanário Continente (Angola) a 27 de Junho de 2014