Maior parte dos que seguiam a bordo do voo da Malaysia eram holandeses

Governo ucraniano refere que estavam no voo 80 crianças. As autoridades holandesas ainda não tiveram acesso à lista de passageiros.

Destroços do Boeing 777 perto de Donetsk
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Destroços do Boeing 777 perto de Donetsk Dominique Faget / AFP

Começam a apurar-se as nacionalidades das 298 pessoas que morreram a bordo do avião da Malaysia Airlines que se despenhou nesta quinta-feira na Ucrânia.

Sabe-se que entre as 298 vítimas - inicialmente foi adiantado que eram 295 - encontram-se 154 holandeses. No conjunto dos passageiros haveria, segundo o ministério ucraniano do Interior, 80 crianças.

 Está também confirmada a morte de 27 australianos e 23 malaios, 11 indonésios, quatro alemães, quatro belgas, três filipinos e um canadiano. Informação anteriormente divulgada pelo ministério do Interior ucraniano indicava que seguiam a bordo pelo menos 23 norte-americanos e nove britânicos. O Governo francês confirmou que quatro dos passageiros eram franceses. Ao início da noite ainda não tinha sido divulgada da nacionalidade de mais de quatro dezenas de passageiros.

Todos os 15 tripulantes eram malaios.

“No mínimo” terão morrido quatro franceses, afirmou, por sua vez, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Laurent Fabius, à margem de uma visita à Costa do Marfim. “É necessário que seja lançada muito rapidamente uma investigação a este que é um drama enorme”, disse o ministro, citado pela AFP.

O avião tinha partido do aeroporto de Schipol, em Amesterdão, e destinava-se a Kuala Lumpur.

Por enquanto ainda não há qualquer informação relativa à presença de cidadãos portugueses a bordo do voo. Até ao momento, as autoridades holandesas "não tiveram acesso à lista de passageiros", disse ao PÚBLICO o secretário de Estado das Comunidades, José Cesário, que tem estado em contactos com Amesterdão.