Torne-se perito

Depois dos 20 anos, o Curtas volta a produzir

Manuel Mozos, Sandro Aguilar e Lois Patiño dirigem “encomendas” do Curtas com equipas de estudantes. Estreia prevista para 2015

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Manuel Mozos é um dos realizadores do programa Campus/Estaleiro Nuno Ferreira Santos

Há dois anos, pelo 20º aniversário do Curtas Vila do Conde, o certame nortenho produziu uma série de filmes no âmbito do programa Campus/Estaleiro, juntando realizadores experientes a equipas de estudantes que tiveram a sua “prova de fogo” no terreno de rodagem.

Desses programas saíram filmes como o díptico de João Canijo Obrigação/É o Amor, A Mãe e o Mar de Gonçalo Tocha, ou Mahjong de João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata. Este ano, o Curtas “relança” o projecto Campus com a produção de mais três filmes, dirigidos por Sandro Aguilar (A Zona), Manuel Mozos (Xavier, 4 Copas) e Lois Patiño, anunciados em conferência de imprensa na tarde deste sábado durante a “recta final” da edição 2014 do festival.

Apresentado por Miguel Dias, um dos directores do Curtas, o segundo programa Campus surge na sequência do êxito que “ultrapassou todas as expectativas” da primeira edição (que, apesar de ter 2012 como “horizonte”, acabaria por se prolongar para 2013), e que viu os filmes produzidos por Vila do Conde viajar por todo o mundo.

Dos filmes realizados no âmbito do programa, os títulos de João Canijo, Gonçalo Tocha e da dupla Rodrigues/Guerra da Mata viram estreia em sala entre nós, mas muitos outros (como os trabalhos de Thom Andersen, Reconversão, ou Sergei Loznitsa, O Milagre de Santo António) viajaram por festivais nacionais e internacionais.

A nova edição está actualmente em fase de arranque, repetindo a dupla vertente da edição inaugural: de um lado a produção de filmes, com a experiência prática de rodagem completada com debates e master classes ligadas às práticas técnicas do cinema; do outro a aposta no chamado “cinema expandido”, que combina audiovisual com artes plásticas e performativas, convidando três figuras do mundo das artes para residências criativas que darão origem a espectáculos.

Tal como no Campus 2012, a ideia é que os filmes, financiados em parceria com o Programa Operacional Regional do Norte, partam de uma temática documental ligada à região do Norte, mas deixando inteira liberdade de tema e duração ao realizador (desde que o orçamento atribuído não seja ultrapassado). As equipas de rodagem serão escolhidas de entre os alunos de cinema e artes visuais de várias universidades portuenses, e pretende-se que os filmes estejam prontos a tempo de uma estreia mundial na edição 2015 do Curtas. 

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