Portugal registou subida de 9% de estudantes Erasmus a irem para fora em 2012/2013

Espanha, Polónia e Itália são os principais países de destino dos estudantes portugueses e também os que enviaram mais alunos para Portugal.

Mais de 7000 estudantes de Portugal beneficiaram no ano lectivo de 2012/2013 de bolsas da União Europeia (UE) para estudar no estrangeiro, o que representou um aumento de 9% face ao ano lectivo anterior, segundo dados divulgados esta quinta-feira.

De acordo com os dados do programa de mobilidade no ensino superior Erasmus, divulgados em Bruxelas, a subida verificada em Portugal ficou acima daquela verificada na média da UE (6%), que voltou a conhecer um novo recorde absoluto nos 27 anos de existência do Erasmus, com quase 270 mil estudantes a receberem bolsas para estudar ou receber formação no estrangeiro no ano lectivo 2012/2013 (contra 252 mil no ano anterior).

De acordo com o relatório divulgado esta quinta-feira, Portugal foi o destino escolhido por 9894 estudantes, na sua maioria de Espanha (2636), Polónia (1284) e Itália (1277), sendo estes três países, e pela mesma ordem, aqueles que receberam mais estudantes portugueses: 1687 foram para Espanha, 946 para a Polónia e 817 para Itália.

As instituições de ensino superior portuguesas que mais estudantes Erasmus acolheram foram a Universidade Técnica de Lisboa - 916 alunos, o que lhe confere o 16.º posto entre as universidades europeias mais escolhidas pelos estudantes europeus -, a Universidade do Porto (814 estudantes, 24.º lugar) e a Universidade de Coimbra (775 alunos, 29.º posto), numa lista encabeçada por três universidades espanholas (Granada, Valência, Sevilha e Madrid).

A nível da UE, os destinos mais procurados pelos estudantes no ano lectivo de 2012/2013 foram Espanha (acolheu 39.249), Alemanha e França, tendo sido também estes os principais países de origem, e pela mesma ordem, dos estudantes que foram estudar para o estrangeiro com uma bolsa Erasmus.

Os países que enviaram o maior número de estudantes em percentagem da população de estudantes universitários foram o Luxemburgo, o Liechtenstein, a Finlândia, a Letónia e a Espanha.

Os mesmos dados traçam um perfil do estudante Erasmus relativamente a 2012/2013: 61% eram mulheres, com uma média de idades de 22 anos e ficaram 6 meses na instituição de acolhimento.

As estatísticas revelam também que a bolsa média de Erasmus, destinada a cobrir parte dos custos de viver no estrangeiro e as despesas de deslocação, foi de 272 euros mensais, o que representa um aumento de 9% em relação ao ano anterior (250 euros) - nalguns países, a bolsa é complementada por fundos nacionais, regionais ou institucionais -, sendo que os estudantes portugueses beneficiaram em média de 300 euros.

Em termos da UE, embora a opção mais escolhida seja a de ir estudar para outra universidade, um em cada cinco estudantes Erasmus (55 mil) optou pela realização de estágios em empresas. No ano lectivo de 2012-2013, além dos estudantes, também cerca de 52.600 professores e funcionários administrativos receberam financiamento Erasmus para leccionar ou receber formação no estrangeiro.

"Nestes 27 anos, o programa Erasmus permitiu aos estudantes passarem temporadas no estrangeiro para alargar os seus horizontes e melhorar as suas competências. Os números mais recentes mostram que o programa Erasmus está mais popular do que nunca. Para além de incutir um sentimento de pertença à família europeia, as competências que o Erasmus promove também ajudam os estudantes a melhorar a sua empregabilidade e as suas perspetivas de carreira", comentou a Comissária Europeia para a Educação, a Cultura, o Multilinguismo e a Juventude, Androulla Vassiliou.

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