Jardim elogia apelos ao consenso de Cavaco Silva

Presidente do Governo regional não acredita, no entanto, que o entendimento entre partidos venha a ser conseguido

Alberto João Jardim
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Alberto João Jardim Foto: Daniel Rocha

O Presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, classificou como uma "lufada de ar fresco" o papel interventivo de Cavaco Silva no pedido de consensos para o futuro do país.

"O senhor Presidente da República ainda é a lufada de ar fresco, na minha opinião, neste choro e ranger de dentes que vai no país", reagiu Jardim quando questionado sobre o papel do Presidente da República no último Conselho de Estado. Jardim falava à margem da 59.ª edição da feira Agropecuária do Porto Moniz, concelho nortenho da ilha da Madeira.

Questionado sobre o comunicado final da reunião de quinta-feira do Conselho de Estado, Jardim disse que não esperava consensos. "Eu não estou à espera de consensos, isto tem de ser resolvido e os consensos são mais água estagnada", afirmou. No entanto, Jardim considerou que Cavaco Silva "tem feito uma intervenção na melhor das boas-fés".

O Conselho de Estado exortou "todas as forças políticas e sociais" a preservarem "pontos de diálogo construtivo" e a empenharem "os seus melhores esforços na obtenção de entendimentos quanto aos objetivos nacionais permanentes".

Jardim recordou ainda que a sua posição na política nunca foi consensual, defendendo também não ser possível, neste momento, um entendimento."Eu sou por uma definição das coisas porque todas as coisas têm a sua lógica subjacente”, disse, dando também como exemplo a situação na União Europeia.

“O grande mal da União Europeia tem sido viver num consenso permanente entre o Partido Popular Europeu e a Internacional Socialista, não é carne nem é peixe e chega-se a estas situações de compromissos, mas que não são carne nem peixe e a médio e longo prazo elas não têm consistência para funcionar", salientou.