Passos recusa "consensos artificiais"

O primeiro-ministro defendeu esta sexta-feira que o país não deve procurar "consensos artificiais", mas insistiu haver matérias importantes para o país que obrigam os partidos a terem abertura para um entendimento de futuro.

"Não devemos procurar consensos artificiais, não se pode forçar os partidos a pensar todos da mesma maneira e a defender todos as mesmas coisas. Mas há matérias que são tão importantes para o país, no seu todo, que os partidos e as forças sociais têm de manter uma grande abertura e disponibilidade para se poderem entender sobre as questões mais importantes", declarou Pedro Passos Coelho.

O primeiro-ministro, que comentava aos jornalistas, em Castelo de Paiva, o comunicado do Conselho de Estado de quinta-feira, acrescentou que as conclusões da reunião daquele órgão de Estado evidenciaram que "se trata de manter um clima de diálogo, que permita que as principais forças políticas tenham capacidade para gerar entendimentos para futuro".

Pedro Passos Coelho falava à margem da inauguração da feira de vinho verde que inaugurou em Castelo de Paiva.