PS falha primeiro prazo nas primárias

Era suposto que o regulamento e a comissão eleitoral estivessem aprovados nesta terça-feira.

António José Seguro considera o Tratado Orçamental desequilibrado.
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António José Seguro considera o Tratado Orçamental desequilibrado. Foto: Fernando Veludo

Os três dias passados sobre a última, e tensa, reunião interna socialista não foram ainda suficientes para proceder à redacção final do regulamento eleitoral para as primárias, nem para fechar a composição da comissão eleitoral.

Esta terça-feira foi o dia estipulado, há um mês, para aprovação do regulamento e designação da comissão. Os prazos do calendário para as primárias começam assim a derrapar. <_o3a_p>

Na passada sexta-feira, a comissão política nacional do PS aprovou o regulamento proposto pelo secretário-geral, mas com alterações. Confirmou também o ex-ministro e antigo dirigente socialista, Jorge Coelho, como líder da comissão eleitoral. De então para cá, pouco mais se avançou. Mas ambos os lados que agora disputam a liderança do PS admitem a data de 8 de Julho – dia para o qual está agendada uma nova comissão política nacional - como a meta, para fechar ambos os dossiers.  <_o3a_p>

Contactado ontem pelo PÚBLICO, António Galamba, dirigente nacional para a organização do PS, escusou-se a adiantar pormenores, com o argumento de que não estava a par do processo. Por seu turno, Duarte Cordeiro, o apoiante de António Costa que apresentou propostas de alteração ao regulamento durante a última reunião, disse estar ainda à espera de “ser contactado” por alguém da direcção para se tratar da redacção final. “Se não for contactado durante o dia de hoje, contactarei a sede no sentido de agendar uma reunião”, afirmou nesta segunda-feira ao PÚBLICO.<_o3a_p>

Duarte Cordeiro confirma também que não foram ainda debatidos os nomes daqueles que deverão acompanhar Jorge Coelho na comissão eleitoral. Mas acrescenta que a lista – bem como o regulamento - tem de ficar fechada “necessariamente” até ao dia 8 de Julho, para que a comissão possa então começar a trabalhar nos aspectos práticos das primárias agendadas para 28 de Setembro.

Até 15 de Julho, a comissão deverá preparar os formulários que os simpatizantes terão de preencher para participar nas eleições. E as bases de dados terão de ser facultadas até essa mesma data, já que é a partir desse dia que se prevê que arranquem a inscrição e recenseamento.

A proposta de regulamento apresentada por António José Seguro foi aprovada por dois terços da comissão, depois de cinco horas de reunião. Foi aprovado um artigo que estabelece a data de 12 de Setembro para o encerramento dos cadernos eleitorais. Na proposta inicial de Seguro, o encerramento estava previsto para 21 de Setembro. António Costa defendia que essa data fosse antecipada para dia 5 do mesmo mês. A maior parte das propostas de António Costa foi rejeitada. Entre estas a que pedia a formação de uma comissão de fiscalização das primárias, que seria presidida pelo antigo ministro e comissário europeu António Vitorino. 

No final da reunião, Seguro quis dar por terminadas “as discussões sobre normas, regras, congressos”. Mas à saída do Largo do Rato, António Costa assumia alguma preocupação em relação à credibilidade do processo, lamentando a ausência de um consenso.