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O Imaviz mudou de cara e agora chama-se Underground

Depois de anos ao abandono, o centro comercial Imaviz, no coração de Lisboa, ganhou uma nova vida. Nas montras remodeladas, estão agora roupas alternativas, vinis e banda desenhada

O centro comercial Imaviz, situado na zona de Picoas, em Lisboa (próximo do Parque Eduardo VII), foi um dos primeiros a ser inaugurados no país, em 1975, e esteve fechado e ao abandono durante vários anos. Nas montras, remodeladas pelos proprietários das lojas, estão agora produtos alternativos, personalizados e diferentes. De vestuário alternativo a tatuagens, passando pela banda desenhada e pelos discos vinil, os novos ocupantes do Imaviz Underground dão oportunidade aos visitantes de “ver lojas diferentes.”

Foi uma ideia antiga, do tempo em todos os lojistas ainda moravam no centro comercial Portugália, também no centro de Lisboa, que uniu os donos da Clockwork Store, da Mongorhead, da My name is Muerte e da Glam-O-RAMA, e os levou a ocupar as lojas vazias do piso -1 do Imaviz. “Quando chegámos”, conta Emanuel Lameira, proprietário da Clockwork Store, “havia duas lojas abertas. Agora as lojas estão todas abertas, ou a serem remodeladas para abrir”.

Os anos de abandono degradaram o espaço, mas a relação dos lojistas com a associação de proprietários do centro comercial “não tem sido fácil”, pelo que permanecem desarranjos e desconcertos no edifício. “Nós temos tentado fazer as melhorias possíveis”, confessa Emanuel, num ano, substituíram o “verde anos 70” original por paredes brancas e, mais tarde, por pinturas de “street art” por vários artistas.

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Caras novas e velhos lojistas

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O mais recente membro do núcleo Underground é o Aloha Café, que abriu ao público a 31 de Maio. Ana Maria, proprietária, diz que “sempre foi um sonho abrir um espaço assim diferente, onde as pessoas se sentissem bem”. E foi essa atmosfera que o novo Imaviz lhe proporcionou: “acaba por ser uma grande família”. Apesar de ser um espaço muito novo, Ana acredita que “a recepção tem sido muito boa” e, para um futuro próximo, o objectivo é “trazer mais gente ao Underground”.

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Desde que a nova vaga de lojas alternativas chegou ao Imaviz, seguiram-se novos e antigos clientes. Emanuel diz que “há dois tipos reacções”, os mais antigos “acham estranho, porque o centro comercial tinha muito 'glamour'. Toda a gente fala do que aqui se passava” e ficam “desiludidos”, mas “há pessoas que chegam aqui e ficam deslumbradas!”. Contudo, Ana Maria e Emanuel concordam quanto ao futuro do Underground: “Isto vai crescer!”.

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Texto editado por Andréia Azevedo Soares 

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