Cuadrado foi a chave do sucesso no regresso da Colômbia aos Mundiais

O extremo da Fiorentina assistiu para dois dos três golos dos “cafeteros”. A Grécia mostrou debilidades a defender e a atacar. O portista Jackson começou o jogo no banco e o ex-dragão James foi um dos marcadores.

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Dezasseis anos depois de ter estado num Campeonato do Mundo pela última vez, a Colômbia regressou à principal prova de selecções, e logo com um resultado que deixaria orgulhoso qualquer treinador – venceu a Grécia por 3-0.

Só que, se à partida para o jogo inaugural do grupo C, uma das principais dúvidas residia em perceber se seria Carlos Bacca ou Jackson Martínez a render o malogrado Radamel Falcao e a ocupar a frente de ataque dos “cafeteros”, José Pékerman acabou por surpreender. Relegou para o banco de suplentes tanto o avançado do Sevilha como o do FC Porto e apresentou um “onze” com um único ponta-de-lança (Teófilo Gutiérrez), acrescentando mais um homem ao meio-campo.

Se isso poderia levar Fernando Santos a acreditar que os colombianos teriam dificuldades em chegar à baliza de Karnezis, o que aconteceu foi precisamente o contrário. Logo aos seis minutos de jogo, Juan Cuadrado, da Fiorentina, protagoniza um excelente trabalho na direita e coloca a bola no centro da área, onde Armero, depois de uma excelente simulação de James, remata para o primeiro golo da partida. Manolas ainda tenta o desvio, mas não consegue mais do confirmar o golo do lateral-esquerdo do Nápoles, naquele que foi o tento mais rápido de sempre da Colômbia em Mundiais.

Face ao imprevisto, a Grécia, mais habituada a defender com rigor redobrado do que propriamente a assumir o controlo do jogo, viu-se obrigada a mudar a abordagem à partida e tentou reagir, beneficiando, para isso, da clara conivência de uma Colômbia que, após o golo, recuou consideravelmente no terreno. Ainda assim, à equipa de Fernando Santos faltaram a arte e o engenho necessários para transformar a superioridade em termos de posse de bola numa acutilância ofensiva que rendesse golos.

Um cabeceamento de Torosidis, aos 28’, na sequência de um lance de bola parada, e um remate de Kone à entrada da área (a que David Ospina respondeu com uma grande defesa), mesmo em cima do intervalo, foram, no primeiro tempo, os únicos lances que mostraram que os gregos tencionavam correr atrás do resultado.

A segunda parte começaria na mesma toada com que acabou a primeira: a Grécia com mais posse de bola, mas pouco ou nenhum sucesso na hora de criar perigo junto da baliza adversária; os colombianos a tentar sentenciar o encontro através de contra-ataque.

E seria justamente a selecção de José Pekerman a voltar a fazer a bola entrar na baliza. Aos 58’, na sequência de um pontapé de canto, Aguilar antecipa-se a Samaras no primeiro poste e a bola sobra para Teófilo Gutiérrez que, à boca da baliza, só tem que encostar.

Pouco depois, Gekas (opção na frente de ataque, em detrimento de Mitroglou, que só entraria no segundo tempo) teria uma oportunidade de ouro para recolocar os gregos na discussão do resultado, mas, com a baliza escancarada, não conseguiu melhor do que cabecear à trave.

Quem não desperdiçou a chance de inscrever o seu nome na lista dos marcadores foi o antigo portista James Rodríguez que, já em tempo de compensação, aproveitou da melhor forma uma bela assistência de calcanhar de Juan Cuadrado, estabelecendo o 3-0 final.

Antes disso, já o portista Jackson Martínez tinha sido chamado ao jogo, com pouco sucesso. Quem também entrou no segundo tempo foi Giorgos Karagounis, dando a este encontro um contorno curioso. No Estádio Mineirão, estiveram os dois jogadores de campo mais velhos deste Mundial (o grego com 37 anos e o colombiano Mario Yepes, com 38).

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