A coleçcão 33 1/3 não acabou

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Há mais títulos a caminho desta prateleira: uma nova série de discos (seminais ou não) da história da música popular vai ter direito a livro

Fundada em 2003 por David Barker, a 33 1/3, uma simpática colecção de livros de bolso, tem andado discreta, pelo menos desde 2002. Temia-se, mais do que um temporário abrandamento editorial, o fim do projecto. Falso alarme. Está de volta e anunciou para 2015 e 2016 mais uma série de obras que ficam muito bem nas bibliotecas pessoais de melómanos, críticos e académicos. Porquê? Porque cada livro é dedicado a um LP a partir das reflexões, das memórias e dos pontos de vista de um só autor. Entre os novos títulos, destacam-se Koji Kondo’s Super Mario Bros, por Andrew Shartmann, Beat Happening’s Beat Happening, por Bryan C. Parker, Sleater-Kinney’s Dig Me Out, por Jovana Babovi ou New Kids on the Block’s Hangin’ Tough, por Rebecca Wallwork. 

De facto, não compõem um grupo muito canónico, mas a 33 1/3 sempre privilegiou a diversidade de olhares e nunca excluiu géneros musicais. Vale a pena recordar, a propósito, um dos seus livros mais populares e comentados, o polémico e muito discutível Let´s Talk About Love, onde Carl Wilson reavalia o álbum homónimo de Celine Dion. Mas, para além desta e outras revisões, não faltam releituras de obras-primas do rock e da pop, algumas realizadas por músicos como Joe Pernice, Colin Meloy, Bill Janovitz e Drew Daniel, ou por escritores como Jonathan Lethem. Por acaso, a lista de autores dos novos títulos não traz assinaturas tão “notáveis”, mas não é qualquer colecção que promete livros sobre álbuns tão seminais como Workingman’s Dead (1970), dos Grateful Dead, Metallica, dos Metallica (1991), Bitches Brew (1969), de Miles Davis, ou The Raincoats(1979), a estreia da homónima banda britânica.