Seguro lança ataque frontal a Costa e acusa-o de afundar o PS nas sondagens

Líder do PS publicou mensagem no Facebook criticando "irresponsabilidade" e "ambição pessoal" do presidente da Câmara de Lisboa.

Seguro afasta qualquer hipótese do PS vir a colaborar com o Governo na procura de uma solução
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Seguro afasta qualquer hipótese do PS vir a colaborar com o Governo na procura de uma solução Rui Farinha

O líder do PS, António José Seguro, lançou um ataque frontal a António Costa, acusando-o de ser o responsável pela queda do partido em sondagens publicadas nos jornais Expresso e i este sábado.

Numa mensagem na sua página no Facebook, Seguro afirma que a queda nas intenções de voto “é o resultado da irresponsabilidade de António Costa" e da “sua ambição pessoal”.

António Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, está a disputar a liderança do PS, tendo-se mostrado disponível para substituir Seguro logo após as eleições europeias, que o partido venceu 31% dos votos e menos de quatro pontos percentuais de vantagem sobre a coligação PSD-CDS/PP.

A sondagem do Expresso e da SIC revela uma queda de 5% nas intenções de voto no PS, que agora tem 33%, a mesma percentagem que o PSD e o CDS-PP juntos. Já o jornal i mostra o PS em queda livre desde Março, quando tinha quase 39% das intenções de voto. O partido agora tem 30,6%, contra 28% do PSD e 6,3% do CDS/PP.

“Leio, indignado, as sondagens do Expresso e do jornal i que dão uma queda brutal ao PS. Este é o resultado da irresponsabilidade do António Costa”, escreveu Seguro no Facebook, no seu maior ataque ao presidente da Câmara de Lisboa, desde que estalou a luta pela liderança do PS.

“Os danos provocados ao PS devido à sua ambição pessoal! Um PS em queda, depois de termos ganho as eleições europeias e do Governo ter chumbado pela terceira vez no Tribunal Constitucional”, acrescenta Seguro, completando: “Lamentável. O PS não merece isto!”.

António Costa apresentou na sexta-feira, no Porto, as linhas programáticas da sua candidatura a secretário-geral do PS, dizendo que não fará “ataques pessoais” nem se envolverá em “querelas estatutárias internas”.