Escolas em Ansião transformadas em alojamento de baixo custo

A decisão de transformar as escolas em locais de alojamento para turistas pretende colocar a região como um ponto de partida para a exploração turística.

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Daniel Rocha

A Câmara de Ansião, no distrito de Leiria, vai transformar três escolas desactivadas em alojamento de baixo custo para promover uma presença mais prolongada de turistas e fazer do concelho o ponto de partida para a região.

O projecto de abertura das escolas a unidades de alojamento de baixo custo foi explicado, pelo presidente da Câmara Rui Rocha, nas jornadas de turismo e gastronomia de Sicó. O investimento total, em termos de adaptação do espaço e aquisição de equipamento, é na ordem dos 400 mil euros.

O autarca considera que o projecto se insere no âmbito das rotas que passam no concelho, “quer dos caminhos de Santiago e de Fátima, como no projeto Villa Sicó, que assenta no eixo da romanização, que contempla o complexo de Santiago da Guarda, em Ansião, Conímbriga, em Condeixa-a-Nova, e a vila do Rabaçal, em Penela”. Rui Rocha acredita que o projecto vai aumentar o tempo de permanência dos turistas na localidade e ajudar na promoção do turismo de família.

O líder da autarquia vê em Ansião condições naturais e ambientais que tornam o concelho ideal para um turismo de tranquilidade e sossego. A localização, praticamente a igual distância de Porto e Lisboa e perto de cidades como Coimbra ou Fátima, também serve como mais-valia e, para o presidente do município, Ansião “pode ser o ponto para onde se parte à descoberta da região, proporcionando alojamento de baixo custo e oferecendo tranquilidade”.

As duas primeiras unidades de alojamento serão em Aljazede e Casais da Granja e abrirão em julho. A antiga escola do 1.º ciclo de Marquinho, em Santiago da Guarda, recebe também os primeiros turistas até ao final do ano. As aldeias características da região estão já identificadas e o projecto visa também, segundo a autarquia, proporcionar aos vistantes uma “interligação com a população, participando em atividades como a apanha da azeitona, a vindima, sementeiras ou a produção de queijo”.

O preço-base, por unidade de alojamento, é de 300 euros. Cada unidade vai ter dois quartos duplos e outro com beliches, além da sala de estar e de cozinha equipada, podendo albergar dez pessoas. O concurso para a concessão de exploração das unidades de alojamento já foi aberto pela câmara municipal.