IEFP e McDonald’s celebram protocolo para recrutar 600 trabalhadores

O ministro Pedro Mota Soares esteve na cerimónia e, apesar de questionado sobre que mensagem está o Governo a passar com a assinatura deste protocolo, defendeu que a ideia “é pôr os serviços públicos de emprego muito mais amigos das empresas”.

Mota Soares visitou a cozinha do restaurante e falou com os funcionários
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Mota Soares visitou a cozinha do restaurante e falou com os funcionários Nuno Ferreira Santos

No “Dia do Emprego” na McDonald’s que aconteceu nesta terça-feira, um dos restaurantes da cadeia de fast food recebeu, em Lisboa, a visita do ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, Pedro Mota Soares, que assistiu à assinatura de um protocolo entre o Instituto de Emprego e Formação Profissional e a McDonald’s. A multinacional vai recrutar nos próximos três anos 600 trabalhadores em Portugal e a ideia é o IEFP ajudar na identificação de candidatos.

Apesar de questionado sobre que mensagem está o Governo a passar ao associar-se à iniciativa com a McDonald’s, o governante justificou a medida com o facto de o sector da restauração ser “muito importante em Portugal”, tendo um “elevado nível de contratação”. E defendeu que o protocolo pretende “pôr os serviços públicos de emprego muito mais amigos das empresas”: “Queremos que tenham esta capacidade de se relacionar directamente com empresas.”

Também questionado sobre o facto de haver jovens a recorrer a empregos menos qualificados e com remunerações mais baixas precisamente por não encontrarem respostas para as suas qualificações, Mota Soares insistiu sempre que a ideia do protocolo é “fazer o matching” entre as pessoas com “determinado nível de qualificações e as ofertas que existem no mercado” e lembrou que as “regras” ditam que um desempregado com uma qualificação mais elevada “não é obrigado a aceitar um posto de trabalho menos qualificado”.

O governante alegou, porém, que “infelizmente” continua a haver “muitos desempregados menos qualificados que também têm de regressar ao mercado de trabalho” e que, neste aspecto, o “sector do turismo e da restauração pode dar um bom contributo”. Mesmo para “muitos jovens que procuram hoje o primeiro emprego” e para “desempregados com mais de 45 anos” com “poucas qualificações”, um posto de trabalho na restauração “pode ser muito importante”.

“O que nós queremos é que essa activação profissional seja feita mais rapidamente. Isso implica que o IEFP tenha esta capacidade de ir atrás das empresas, de ir atrás das oportunidades, de conseguir encontrar efectivamente os sítios onde estão a surgir postos de trabalho”, salientou.

Mota Soares reconheceu que o nível de desemprego entre os jovens continua elevado, o que é uma “preocupação” para o Governo: “Por isso lançámos um mecanismo que é a Garantia Jovem e, neste momento, já temos cerca de 75 mil portugueses com menos de 30 anos que estão a frequentar acções de qualificação, de formação, estágios profissionais ou já estão mesmo inseridos no mercado de trabalho.”

As questões relativas à política salarial da cadeia foram respondidas por Mário Barbosa, director-geral da marca em Portugal, segundo o qual um funcionário ganha, no início, 520 euros brutos, podendo chegar a 1500 como gerente. A cadeia tem 139 restaurantes em Portugal e nos próximos três anos abrirão mais 15, para os quais será necessário recrutar 600 pessoas.