Governo inglês pessimista em relação à selecção

Em documento oficial, executivo assumiu que a Inglaterra tem poucas hipóteses de passar das primeiras fases do Mundial.

Rooney voltou à competição
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Rooney é um dos convocados da selecção inglesa Foto: Carl de Souza/AFP

As leis do álcool vão sofrer uma mudança em Inglaterra no próximo mês. Os bares vão ficar abertos até mais tarde do que as habituais 23h, por causa dos horários de alguns jogos da selecção inglesa no Mundial que se realiza no Brasil. Ainda assim, o Governo inglês não acredita que os proprietários dos estabelecimentos beneficiem da excepção durante muito tempo, já que, em documento oficial, assumiu que a equipa comandada por Roy Hodgson tem “poucas hipóteses de passar das primeiras fases”.

A história começou quando a indústria dos bares ingleses requisitou, através de um relatório, uma alteração temporária da lei actual – que obriga os bares a fecharem às 23h – em virtude de alguns jogos do Mundial do Brasil serem transmitidos depois desta hora. Inicialmente rejeitado pelo Governo, mas revisto e apoiado após a intervenção do primeiro-ministro David Cameron, o relatório foi aceite.

Nesta segunda-feira à noite, na Câmara dos Lordes, o documento foi motivo de discussão durante um debate sobre a proposta de lei. No encontro, foi referido que "embora seja certo que a Inglaterra vai jogar nos jogos da primeira fase, existe uma probabilidade elevada de não jogar nas fases posteriores", pelo que o regime de excepção não precisa de se estender por muito tempo.

O Governo britânico incluiu mesmo um estudo de probabilidades elaborado por uma casa de apostas, que aponta 54% de hipóteses de qualificação para a segunda fase e apenas 11% de possibilidade de apuramento para os quartos-de-final. O grupo da Inglaterra é composto pelas selecções da Itália, Uruguai e Costa Rica.

Já Roy Rodgson pensa de outra maneira. O treinador da selecção inglesa diz acreditar que a equipa “pode vir a ganhar o Mundial”, e evoca a necessidade de ter um pensamento optimista para não “desiludir o país”. Para completar, questionou a lógica do Governo: “Caso contrário, qual é a lógica de irmos?”

Texto editado por Hugo Daniel Sousa