E se os medicamentos pedissem para ser tomados?

A ideia é simples: frascos de medicamentos que comunicam com uma app que avisa através do smartphone ou tablet que está na hora de tomar a medicação. Chamam-se SmartBottles e estão a ser desenvolvidas pela Pharmassistant, uma start-up portuguesa

A ideia surgiu a Diogo Ortega quando um dia a sua avó tomou, inadvertidamente, um comprimido do marido. Houve alguma consternação com eventuais interacções adversas, e nesse momento a ideia tomou forma: a gestão de medicação não é fácil para ninguém; porque não criar uma ajuda?

Alguns ano depois, Diogo já não é comissário de bordo e está a tirar um curso de Gestão. Recruta o irmão para design gráfico, e após completar a equipa com uma designer de produto e uma chief marketing officer lança-se no desafio Lisbon Challenge, uma incubadora de startups.

É assim que surge a PharmAssistant e o seu protótipo SmartBottle. Com uma campanha recentemente criada no indiegogo (meta de 20 mil dólares), a ideia será oferecer um frasco de medicação que comunique com uma app por bluetooth.

Num primeiro momento, o utilizador será notificado no seu smartphone que é hora de tomar certa medicação. Após abrir o frasco, a Smartbottle irá comunicar à app que o medicamento foi tomado. A empresa portuguesa pretende também oferecer um segundo que é o da monitorização à distância, que mediante uma pequena mensalidade avisará um terceiro sobre se determinado utilizador tomou a medicação ou não (útil no referente a crianças e idosos).

Sofia de Almeida, da PharmAssistant, assume o âmbito internacional do produto — com destaque especial para os Estados Unidos. A aplicação poderá ainda notificar o utilizador de eventuais conflitos entre medicamentos, e a equipa pensa já em estabelecer uma ponte entre a aplicação e o médico de família, de forma a manter este ao corrente do cumprimento da posologia. "Ainda é um pouco cedo para entrarmos nessa dimensão, neste momento estamos apenas a desenvolver a SmartBottle. Mas temos noção do potencial da aplicação", assegura.

Artigo editado por Luís Octávio Costa