Voluntários recolhem cerca de quatro toneladas de lixo nos Açores

É necessário reforçar a limpeza em alguns locais específicos do Faial
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É necessário reforçar a limpeza em alguns locais específicos do Faial Miguel Manso

Mais de 150 voluntários participaram neste domingo numa acção de limpeza na orla costeira da ilha do Faial, Açores, onde recolheram cerca de quatro toneladas de lixo, entre plásticos, pneus, metais e os denominados “monstros”.

A iniciativa surgiu através das redes sociais, onde foi criado um grupo denominado No more plastic bags for the Azores, que se diz preocupado com o "uso abusivo" de sacos plásticos no arquipélago.

"As pessoas não têm noção da quantidade de sacos plásticos que utilizam no dia-a-dia", explicou Carla Dâmaso, um dos elementos da organização, que entende ser necessário educar os cidadãos para uma utilização alternativa ao plástico.

Esta acção de limpeza, que decorreu em dez locais diferentes da ilha do Faial, permitiu confirmar que os sacos plásticos continuam a ser dos resíduos mais abundantes e que se encontra com mais frequência junto ao mar.

"Em apenas duas horas recolhemos 178 sacos de lixo, a maioria do qual era plástico", lembrou Carla Dâmaso, acrescentando que muitos desses plásticos foram utilizados pelos agricultores da ilha para fazer silagens (rolos de erva para alimentar o gado).

Destaca-se ainda a quantidade de pneus encontrados na costa (cerca de meia tonelada) e de “monstros” (máquinas de lavar roupa e fogões) recolhidos nesta campanha e que estão agora amontoados no Largo do Infante, no centro da cidade da Horta, como forma de sensibilização.

Carla Dâmaso mostrou-se satisfeita com os resultados desta campanha, que promete repetir-se nos próximos anos, mas entende que é necessário reforçar a limpeza em alguns locais específicos.

"A zona do Pasteleiro, por exemplo, continua suja, apesar do número de pessoas envolvidas e da quantidade de lixo que recolhemos", lembrou a organizadora, que promete efectuar, em breve, uma nova acção de limpeza, de menor dimensão, centrada apenas naquela zona da costa.

Além dos cidadãos que em nome individual participaram nesta campanha, várias instituições públicas da ilha associaram-se a esta campanha, que, no entender da organização, foi "um sucesso".