PGR abre inquérito-crime para investigar ataque informático a servidores

PJ está a investigar o caso. Revelados dados pessoais de mais de 2000 procuradores do Ministério Público, segundo o Diário de Notícias.

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O ataque informático aconteceu na sexta-feira, 25 de Abril Nelson Garrido

A Procuradoria-Geral da República abriu um inquérito-crime para investigar o ataque feito por um grupo de hackers aos servidores onde estão alojados os sites do Ministério Público, e que terá permitido o acesso a dados pessoais de mais de 2000 procuradores. A Polícia Judiciária está a investigar o caso. A página da Procuradoria-Geral da Distrital de Lisboa foi desactivada, continuando em baixo ao final da manhã deste sábado.

Segundo o Diário de Notícias, os hackers alteraram a página da Procuradoria distrital na sexta-feira, colocando uma mensagem alusiva ao 25 de Abril. Sob um fundo preto surgiam, no centro da página, um cravo vermelho e a máscara associada ao grupo Anonymous, com a seguinte frase: “… a informação é uma arma…”. No site da Procuradoria distrital surge agora a indicação de que o portal se encontra temporariamente indisponível.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) confirma, em comunicado emitido neste sábado, que os “servidores que alojam sites do Ministério Público foram, durante o dia de ontem, alvo de um ataque informático”. A PGR, cita a Lusa, garante ter tomado “todas as providências necessárias para resolver a questão do ponto de vista técnico” e diz ter aberto, ainda na sexta-feira, um inquérito-crime “com vista à investigação destes factos”.

À mesma agência, fonte da Polícia Judiciária adiantou que estão em curso as investigações e as diligências para apurar os autores do ataque.

De acordo com o Diário de Notícias, através de um site de partilha de informação, o grupo de hackers terá revelado dados de mais de 2000 procuradores, entre eles magistrados do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa, de tribunais de comarca, de tribunais administrativos e de procuradores de outras comarcas. Entre as informações divulgadas estarão, segundo o jornal i, nomes, contactos de telemóvel e e-mails de procuradores.

A directora do DIAP de Lisboa, Maria José Morgado, referiu ao i que esta não é a primeira invasão à página da Procuradoria distrital e lembrou que, num ataque anterior, “há uns anos”, fora apresentada uma queixa-crime.