Cinzas de Gabriel García Márquez divididas entre Colômbia e México

O embaixador colombiano no México afirmou que parte das cinzas do escritor serão levadas para o seu país natal.

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O escritor nasceu em Aracataca, na Colômbia, em 1927, e morreu quinta-feira, aos 87 anos, na Cidade do México Yuri CORTEZ/AFP

As cinzas do prémio Nobel Gabriel García Márquez serão divididas entre o México e a Colômbia, afirmou sexta-feira o embaixador colombiano na capital mexicana, José Gabriel Ortiz. O diplomata falava à porta da casa de Gabriel García Márquez, na Cidade do México, onde o escritor faleceu quinta-feira aos 87 anos. "No México ficará uma parte e penso que podem levar outra parte para a Colômbia, onde ficarão em repouso parte das cinzas", disse o embaixador.

O escritor colombiano e Nobel da Literatura García Marquez morreu na quinta-feira na Cidade do México, aos 87 anos. O seu corpo foi cremado este sábado. "As suas obras e o seu contributo para a Cultura e para a Sociedade permanecerão na memória de todos, destacando-se a dos milhões de leitores que ao longo de décadas acompanharam a sua carreira", sublinhou o governante.

A García Marquez, "grande impulsionador" da literatura latino-americana, "devemos-lhe a inscrição de um universo narrativo e de um estilo novos no imaginário colectivo", assim como "o alargamento da percepção das sociedades da América do Sul no contexto global", destacou ainda o secretário de Estado. "Ao povo da Colômbia e à família enlutada apresentamos as nossas condolências, associando-nos ao sentimento de pesar que hoje une todas as Nações", concluiu a nota de pesar.

O autor de Cem Anos de Solidão foi distinguido com o Nobel da Literatura, em 1982, e não publicava desde 2010, quando foi dado à estampa Yo no vengo a decir un discurso (Eu não venho dizer um discurso). Memória das minhas putas tristes, editado em 2004, foi assim o último livro de ficção de um autor de causas, que nunca escondeu simpatias políticas, nomeadamente pelo regime cubano de Fidel Castro.

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