Crónica de jogo

Benfica vence Arouca e fica a dois pontos do título

Golos de Rodrigo e Gaitán garantiram os três pontos em Aveiro.

Rodrigo abriu o marcador no Municipal de Aveiro
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Rodrigo abriu o marcador no Municipal de Aveiro Francisco Leong/AFP

O Benfica venceu neste domingo o Arouca, por 2-0, em Aveiro, e ficou a apenas dois pontos de garantir o título nacional. Algo que poderá já acontecer na próxima jornada, no Estádio da Luz, frente ao Olhanense. Rodrigo e Gaitán foram os marcadores de serviço na equipa de Jorge Jesus.

Ainda faltam dois pontos para o Benfica confirmar o título de campeão nacional, mas as comemorações dos adeptos já começaram neste domingo, no Estádio Municipal de Aveiro, após uma vitória sem sobressaltos frente ao Arouca, por 2-0. A festa rija está prometida para o fim-de-semana da Páscoa, no Estádio da Luz, com o Olhanense como convidado de honra.

Depois da hecatombe do final da última temporada que desviou inesperadamente o título para o FC Porto, Jorge Jesus tem blindado o seu plantel a euforias antecipadas. O técnico exige a concentração que faltou no ano passado nos últimos jogos e a equipa captou a mensagem. Frente a um combativo Arouca, os “encarnados” nunca se deixaram dominar pela ansiedade, assumindo um controlo natural e tranquilo da partida desde os instantes iniciais.

É verdade que a equipa lisboeta não entrou tão pressionante como em jogos anteriores, mas foram paulatinamente subindo no terreno, obrigando o adversário a defender cada vez mais perto das suas redes. Com a habitual mobilidade das suas peças atacantes, sempre desconcertante para as defesas adversárias, o Benfica rodeava a área dos adversários com muita gente, à espera do momento oportuno para o golpe.

O Arouca procurava fechar espaços, mas teve de acorrer a muitos fogos, valendo o guarda-redes Cássio quando os seus companheiros falhavam. Anulou os remates de Rodrigo (6’), Máxi Pereira (23’) e Lima (34’), mas seria impotente para impedir os frutos de uma aliança entre Lima e Rodrigo, nos instantes finais do primeiro tempo. O brasileiro cruzou da direita, com a bola a ser mal cortada por Ivan Balliu, ficando à disposição de Rodrigo para o golo inaugural.

Entre os lances de perigo “encarnados”, o Arouca ia espreitando o contra-ataque e os lances de bola parada para surpreender Oblak. E o guarda-redes esloveno até deu uma grande ajuda, aos 38’, quando saiu mal da baliza, possibilitando um chapéu a Bruno Amaro que foi desviado das redes in extremis por Máxi Pereira. Desaproveitou o Arouca, mas não o faria o Benfica instantes depois.

A vantagem em cima do intervalo deixou o Benfica ainda mais tranquilo para a segunda metade. Fortes na recuperação da bola, os lisboetas cimentavam o seu domínio, que ganhou outra expressão numérica aos 54’, no mais bonito lance atacante da partida. Markovic arrancou e serpenteou por entre três adversários à entrada da área, antes de tocar a bola para isolar Gaitán. O argentino, com um pequeno chapéu com o pé esquerdo, bateu Cássio pela segunda vez. Estes três protagonistas voltariam a estar em acção dois minutos depois, mas agora com o guarda-redes em destaque.

Sem grandes esforços, os “encarnados” resolviam a partida, mas nem tudo correu na perfeição aos lisboetas até ao apito final. Aos 66’, um choque entre Roberto e Oblak deixou lesionado o guarda-redes do Benfica, que acabou por dar o lugar a Artur (Roberto também ficou tocado e acabaria por ser rendido pouco depois). O esloveno foi atingido na cabeça e terá perdido momentaneamente os sentidos, acabando por ser transportado para o hospital, por precaução.

A troca de guarda-redes não trouxe outras novidades ao encontro, que foi gerido até final pelos lisboetas, mas em ritmo de passeio para evitar outros azares. É que antes de receber o Olhanense, no próximo sábado, o Benfica terá de decidir uma meia-final da Taça de Portugal, com o FC Porto, já na quarta-feira, no Estádio da Luz. Uma partida em que terá de contrariar a derrota por 1-0 trazida do Dragão no primeiro jogo. E terá sido a pensar neste jogo decisivo que Jorge Jesus optou por poupar à partida de Aveiro Luisão e Fejsa.