Estudante esfaqueou cerca de 20 colegas numa escola dos EUA

Quatro dos feridos em estado crítico. Ataque junta-se a longa série de tiroteios que frequentemente provocam mortes em estabelecimentos de ensino.

Foto
Ambulâncias junto à Franklin Regional High School Reuters

Um estudante norte-americano de 16 anos esfaqueou cerca de 20 colegas com idades entre os 14 e 17 anos e um guarda, esta quarta-feira, numa escola no estado da Pensilvânia – a Franklin Regional High School, em Murrysville, localidade de pouco mais de 20 mil habitantes, cerca de 30 quilómetros a leste de Pittsburgh.

O chefe da polícia de Murrysville, Tom Seefeld, disse que quatro dos estudantes estão em estado crítico.

Anteriormente, Chris Kaufmann, director do serviço de traumatismos do hospital regional Forbes, em Monroeville, perto da escola, onde deram entrada oito estudantes, afirmou à CNN que havia "muitos feridos graves". Três pacientes feridos no toráx e no abdómen “foram levados imediatamente para a sala de cirurgia", acrescentou. O guarda da escola, de 60 anos, foi inicialmente declarado em estado crítico mas mais tarde foi anunciado que está livre de perigo.

A Reuters refere nove feridos graves. Os feridos foram transportados para quatro hospitais.

O drama começou por volta das 7h15 locais (12h15 em Portugal Continental), imediatamente antes do início das aulas. “O jovem entrou no átrio com duas facas e feriu pessoas”, disse Tom Seefeld.

O atacante esfaqueou as vítimas em várias salas e corredores da escola, por onde os alunos fugiram do agressor, segundo as informações oficiais.

Dan Stevens, subcoordenador dos serviços de emergência do condado de Westmoreland, afirmou que o suspeito – que terá agido sozinho – foi preso pela polícia quando tentava fugir do local. Desconhecem-se os motivos do ataque. “Isso faz parte da investigação”, respondeu o chefe da polícia. A identidade do agressor, que usou duas facas, não foi imediatamente divulgada.

A escola foi evacuada pouco depois de o alarme ter sido accionado, disse Tom Seefeld. As autoridades locais  encerraram as escolas básicas da zona.

O ataque desta quarta junta-se a uma longa lista de tiroteios que frequentemente provocam mortes em escolas nos EUA, reacendendo o debate sobre o controlo de armas. O caso mais grave dos últimos anos ocorreu em Dezembro de 2012, quando 20 crianças de seis e sete anos foram mortas por um homem de 20 anos, Adam Lanza, numa escola primária de Newton, no estado de Connecticut.