Governo aprova 59 projectos prioritários com custo de 6000 milhões

Maior parte dos projectos está ligada à ferrovia e aos portos e 47% do total do investimento será suportado por fundos comunitários.

Foto
A grande fatia do investimento, correspondente a 44%, será alocada aos projectos ferroviários Rui Soares

O plano, que será agora remetido para Bruxelas, inclui seis eixos de actuação, em função dos corredores considerados estratégicos para o país. A grande fatia do investimento, correspondente a 44%, será alocada aos projectos ferroviários, seguindo-se 25% para os portos, 15% para a rodovia e 4% para o sector aeroportuário.  

Na conferência de imprensa de apresentação do PETI, o ministro da Economia afirmou que a decisão "tem subjacente uma visão económica, competitiva e logística de Portugal", classificando-o de "plano mestre", com projectos "que não surgem de forma avulsa e voluntariosa".

Pires de Lima salientou que o PETI contou com contributos "de todos os partidos" e surgiu na sequência "de muito trabalho de casa", esclarecendo que "não tem a pretensão de ser exaustivo", faltando ainda ser complementando por projectos de proximidade, da responsabilidade da Estradas de Portugal, cuja fusão com a Refer avança já este mês.

Os seis eixos de actuação correspondem a cinco corredores repartidos pelo país, como é o caso do corredor Norte ou do Algarve, havendo ainda uma área dedicada ao transporte de passageiros. Há já um calendário definido para a concretização dos projectos, que será igualmente enviado à Comissão Europeia e que, por isso, não foi revelado nesta quinta-feira. 

O plano hoje aprovado surge na sequência de um relatório do grupo de trabalho nomeado em Agosto pelo Governo, cujas conclusões, conhecidas em Janeiro, apontavam como prioritários 30 projectos, maioritariamente na ferrovia e nos portos, com um custo superior a 5000 milhões de euros. Parte do custo estimado será suportada por fundos europeus, estando ainda prevista uma parcela da responsabilidade de investidores privados.

O tema das infra-estruturas prioritárias gerou polémica, sobretudo com o PS, que inicialmente recusou reunir-se com o Governo para debater as conclusões do grupo de trabalho. Os socialistas acabaram por recuar, mas deixaram críticas aos planos do executivo, acusando-o de não ter "uma ideia de país".