À deriva com a arquitectura de Diogo Lage

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Porque motivo viramos à direita e não à esquerda. Porque paramos naquele miradouro e não noutro. Porque olhamos para cima naquele instante. Segundo a Teoria da Deriva — da autoria do pensador situacionista francês Guy Debord —, a pessoa que se lança à deriva deve partir de um lugar qualquer e deixar que o meio urbano crie os seus próprios caminhos. O mesmo estudo psicogeográfico sugere que se construa um mapa, que deve ser acompanhado por anotações. "A técnica da Teoria da Deriva, com a qual me identifico, é o mote para explorar a cidade e para compreender o seu meio sem qualquer preconceito", disse ao P3 Diogo Lage, que usa o Instagram para tirar anotações das suas divagações. "As minhas caminhadas solitárias passaram a fazer outro sentido", completa @diogolage natural de Vassal, uma aldeia transmontana do concelho de Valpaços, que frequentou o curso de Design de Equipamento nas Caldas da Rainha e Arquitectura no Porto, onde hoje vive e trabalha (como sócio do estúdio Goma). Foi uma Pentax Super Program, dos anos 80, que despertou o seu interesse pela fotografia. Hoje, o seu feed, com pouco mais de 120 fotografias, é um dos mapas obrigatórios para os que querem conhecer o lado B da cidade do Porto.

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